Fibrose Cística: Conduta Após Teste do Pezinho Alterado

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022

Enunciado

Lactente de 45 dias de vida é trazido à consulta por seus pais por apresentar teste do pezinho alterado para fibrose cística. O primeiro valor de tripsinogênio imunorreativo realizado com 15 dias está alterado e o segundo, realizado há 3 dias, está normal. Qual é a orientação correta para o caso?

Alternativas

  1. A) Encerrar o caso, pois o segundo exame tem resultado normal.
  2. B) Fazer teste de condutividade. 
  3. C) Solicitar pesquisa da variante genética delta F508.
  4. D) Solicitar teste do suor. 
  5. E) Investigar fibrose cística se na evolução apresentar sinais e sintomas sugestivos. 

Pérola Clínica

Teste do pezinho alterado para fibrose cística com TIR normalizado → realizar teste do suor para confirmação.

Resumo-Chave

Em casos de teste do pezinho alterado para fibrose cística (TIR elevado) e um segundo TIR normal, a conduta correta é prosseguir com o teste do suor. O teste do suor é o padrão-ouro para o diagnóstico de fibrose cística, mesmo que o segundo TIR tenha normalizado, pois a doença ainda pode estar presente.

Contexto Educacional

A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva grave que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestório. O rastreio neonatal através do teste do pezinho, que mede o tripsinogênio imunorreativo (TIR), é fundamental para o diagnóstico precoce e a intervenção terapêutica oportuna, impactando significativamente a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. O algoritmo de rastreio geralmente envolve a dosagem do TIR. Se o primeiro TIR estiver elevado, um segundo TIR é solicitado. Mesmo que o segundo TIR normalize, a possibilidade de fibrose cística não é descartada, e a investigação deve prosseguir. A elevação do TIR pode ocorrer por diversas razões, mas a persistência da suspeita clínica ou laboratorial exige a realização do teste confirmatório. O teste do suor, que mede a concentração de cloreto no suor, é considerado o padrão-ouro para o diagnóstico de fibrose cística. Um resultado positivo no teste do suor, juntamente com a presença de mutações genéticas no gene CFTR, confirma o diagnóstico. É vital que os residentes compreendam a sequência correta de investigação para evitar atrasos diagnósticos e garantir o melhor manejo para os lactentes com suspeita de fibrose cística.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do teste do pezinho no diagnóstico de fibrose cística?

O teste do pezinho é crucial para o rastreio neonatal da fibrose cística, permitindo a detecção precoce da doença. Isso possibilita o início rápido do tratamento, prevenindo complicações graves e melhorando o prognóstico a longo prazo dos pacientes.

Quando o teste do suor é indicado para fibrose cística?

O teste do suor é indicado como exame confirmatório para fibrose cística sempre que o rastreio neonatal (teste do pezinho) for positivo ou inconclusivo, ou quando há suspeita clínica da doença. É o padrão-ouro para o diagnóstico.

O que significa um segundo TIR normal após um primeiro alterado?

Um segundo TIR normal após um primeiro alterado não exclui a fibrose cística. Pode indicar uma elevação transitória ou que o bebê é portador de uma mutação, mas ainda requer investigação. Nesses casos, o teste do suor é mandatório para esclarecer o diagnóstico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo