HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
A medida terapêutica isoladamente mais eficaz no tratamento da fibrose cística é:
Na fibrose cística, a fisioterapia respiratória é a medida isoladamente mais eficaz para o manejo da doença pulmonar.
A fibrose cística é uma doença multissistêmica, mas a doença pulmonar é a principal causa de morbimortalidade. A fisioterapia respiratória, com suas técnicas de desobstrução brônquica, é fundamental para remover o muco espesso, prevenir infecções e preservar a função pulmonar, sendo considerada a medida terapêutica isoladamente mais eficaz.
A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva causada por mutações no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator), que codifica uma proteína responsável pelo transporte de íons cloreto. Essa disfunção leva à produção de secreções espessas e pegajosas em diversos órgãos, principalmente pulmões, pâncreas e trato gastrointestinal. A doença pulmonar progressiva é a principal causa de morbimortalidade e define a expectativa de vida dos pacientes. A fisiopatologia pulmonar na FC envolve o acúmulo de muco espesso, que compromete o clearance mucociliar, favorecendo a colonização bacteriana crônica (especialmente por Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus) e a inflamação. Isso resulta em bronquiectasias, infecções de repetição e perda progressiva da função pulmonar. O diagnóstico é feito pelo teste do suor ou teste genético. O tratamento da fibrose cística é multidisciplinar e visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. A fisioterapia respiratória é a medida isoladamente mais eficaz para o manejo da doença pulmonar, utilizando técnicas de desobstrução brônquica para remover o muco. Outras intervenções incluem suplementação de enzimas pancreáticas, dietoterapia, antibióticos para infecções e, mais recentemente, os moduladores de CFTR, que atuam na causa base da doença.
A fisioterapia respiratória visa desobstruir as vias aéreas, mobilizando e removendo o muco espesso que se acumula devido à disfunção do transporte de cloro. Isso previne infecções bacterianas crônicas e danos progressivos aos pulmões.
Outros pilares incluem a suplementação de enzimas pancreáticas para má absorção, dietoterapia hipercalórica e hiperproteica, reposição de vitaminas lipossolúveis, antibióticos para infecções e, mais recentemente, moduladores do CFTR.
A disfunção do gene CFTR leva à produção de muco espesso e pegajoso nas vias aéreas, dificultando sua eliminação. Isso cria um ambiente propício para infecções bacterianas crônicas, inflamação e destruição progressiva do tecido pulmonar, culminando em insuficiência respiratória.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo