HSI - Hospital Santa Isabel (SE) — Prova 2017
Sobre fibrose cística é falso afirmar:
Fibrose Cística → Dieta hipercalórica, hiperlipídica e hiperproteica, não hipolipídica/hipoproteica.
A fibrose cística é uma doença genética que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestório. O tratamento nutricional é crucial e, ao contrário do que a alternativa falsa sugere, requer uma dieta de alto teor calórico, lipídico e proteico para compensar a má absorção e o alto gasto energético.
A fibrose cística (FC) é uma doença autossômica recessiva causada por mutações no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator), que codifica uma proteína responsável pelo transporte de íons cloreto. Isso resulta em secreções espessas e viscosas em múltiplos órgãos, principalmente pulmões, pâncreas e trato gastrointestinal, levando a infecções pulmonares crônicas, insuficiência pancreática exócrina e má absorção. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico, sendo o teste do pezinho um método de triagem neonatal eficaz. A confirmação é feita pelo teste do suor ou análise genética. A mutação DF508 é a mais comum, mas sua ausência não exclui o diagnóstico, pois existem centenas de outras mutações. O manejo nutricional é um pilar do tratamento, exigindo uma dieta hipercalórica, hiperlipídica e hiperproteica, com reposição de enzimas pancreáticas e vitaminas lipossolúveis, para combater a desnutrição e otimizar o crescimento e desenvolvimento. A infecção pulmonar crônica é a principal causa de morbimortalidade na FC. Agentes como Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae e, especialmente, Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia, são comuns. A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria de maior prevalência e está associada a um declínio mais rápido da função pulmonar. O tratamento envolve fisioterapia respiratória, antibióticos e, mais recentemente, moduladores do CFTR.
O diagnóstico de fibrose cística geralmente começa com o teste do pezinho (triagem neonatal) e é confirmado pelo teste do suor, que mede a concentração de cloreto. A análise genética também pode ser utilizada.
Pacientes com fibrose cística necessitam de uma dieta hipercalórica, hiperlipídica e hiperproteica, com suplementação de enzimas pancreáticas e vitaminas lipossolúveis, para combater a má absorção e o alto gasto energético.
Os principais agentes são Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa (o mais prevalente e associado a pior prognóstico) e Burkholderia cepacia.
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