HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2018
Criança portadora de fibrose cística, apresenta febre, dispneia e tosse durante hospitalização, que evolui para insuficiência respiratória. RX de tórax evidencia broncopneumonia com formação de pneumatoceles. O agente mais provável a se considerar é:
Fibrose Cística + Pneumatoceles → Alta suspeita de infecção por Staphylococcus aureus.
Em pacientes com fibrose cística, a infecção pulmonar por Staphylococcus aureus é comum e frequentemente se manifesta com formação de pneumatoceles, uma complicação grave que pode levar à insuficiência respiratória. É crucial considerar este agente em quadros de broncopneumonia nestes pacientes.
A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva que afeta as glândulas exócrinas, levando à produção de muco espesso e pegajoso que obstrui os ductos de vários órgãos, principalmente pulmões e pâncreas. As infecções pulmonares crônicas são a principal causa de morbimortalidade, e o conhecimento dos patógenos mais prevalentes em diferentes faixas etárias e apresentações clínicas é crucial para o manejo adequado. Em crianças com fibrose cística, o Staphylococcus aureus é um patógeno respiratório inicial e comum, frequentemente associado a quadros de broncopneumonia e à formação de pneumatoceles. A presença de pneumatoceles em um paciente com fibrose cística deve levantar forte suspeita de infecção estafilocócica, exigindo tratamento antibiótico específico. A fisiopatologia envolve a capacidade do S. aureus de produzir toxinas que causam necrose tecidual e formação de cavidades. O tratamento das exacerbações pulmonares em fibrose cística requer antibioticoterapia agressiva, muitas vezes com cobertura para S. aureus e Pseudomonas aeruginosa. A escolha do antibiótico deve ser guiada por culturas e sensibilidade, mas em casos graves ou com pneumatoceles, a cobertura empírica para S. aureus é fundamental. O prognóstico depende do controle das infecções e da manutenção da função pulmonar.
Os principais agentes são Staphylococcus aureus (especialmente em crianças e jovens), Pseudomonas aeruginosa (comum em adultos e associado a pior prognóstico), Burkholderia cepacia complex e Haemophilus influenzae.
Pneumatoceles são cavidades de paredes finas cheias de ar que se formam nos pulmões, geralmente após infecções necrotizantes. Sua presença, especialmente em fibrose cística, sugere fortemente infecção por Staphylococcus aureus e pode indicar doença pulmonar grave.
O diagnóstico envolve cultura de escarro ou lavado broncoalveolar, exames de imagem como radiografia ou tomografia de tórax, e avaliação clínica dos sintomas respiratórios e sistêmicos.
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