UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2019
Estudante de 19 anos sofre de fibrose cística. Durante uma aula apresenta hemoptise volumosa. A hemorragia tem como origem provável:
Hemoptise volumosa em fibrose cística → origem mais provável: artérias brônquicas hipertrofiadas.
Em pacientes com fibrose cística, a hemoptise volumosa é uma complicação grave frequentemente causada pela ruptura de artérias brônquicas hipertrofiadas e dilatadas, que se desenvolvem em resposta à inflamação crônica e infecção pulmonar.
A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e outros órgãos exócrinos. Caracteriza-se pela produção de muco espesso e pegajoso, que obstrui as vias aéreas e ductos, levando a infecções crônicas e inflamação. A doença pulmonar progressiva é a principal causa de morbidade e mortalidade. A hemoptise é uma complicação comum na fibrose cística, variando de escarro com raias de sangue a hemorragias volumosas, que são emergências médicas. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e as infecções recorrentes (especialmente por Pseudomonas aeruginosa), que levam à formação de bronquiectasias e à hipertrofia e dilatação das artérias brônquicas. Essas artérias, que fazem parte da circulação sistêmica e nutrem as vias aéreas, tornam-se frágeis e podem se romper, causando sangramento significativo. O manejo da hemoptise volumosa requer estabilização hemodinâmica, identificação da fonte do sangramento e, frequentemente, intervenção por embolização de artérias brônquicas. Residentes devem estar cientes dessa complicação grave e de sua origem vascular específica para um manejo adequado.
A causa mais comum de hemoptise volumosa em pacientes com fibrose cística é a ruptura de artérias brônquicas hipertrofiadas e dilatadas, que se desenvolvem em resposta à inflamação crônica e infecções pulmonares recorrentes, como as causadas por Pseudomonas aeruginosa.
A inflamação crônica e as infecções recorrentes nos pulmões de pacientes com fibrose cística levam à angiogênese e à hipertrofia das artérias brônquicas, tornando-as mais frágeis e propensas a sangramentos, especialmente em áreas de bronquiectasias.
A conduta inicial inclui estabilização do paciente, identificação do lado do sangramento (se possível) e, frequentemente, embolização das artérias brônquicas por radiologia intervencionista para controlar a hemorragia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo