TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
A bactéria relacionada com a rápida deterioração da função pulmonar e com a gravidade da doença em pacientes com fibrose cística é:
Burkholderia cepacia → rápida deterioração pulmonar e ↑ mortalidade na Fibrose Cística.
Embora a Pseudomonas seja mais prevalente, a colonização por Burkholderia cepacia é temida pela rápida perda de função pulmonar e risco de síndrome séptica fulminante.
A fibrose cística (FC) é uma doença autossômica recessiva que resulta em secreções espessas e depuração mucociliar prejudicada. Isso predispõe os pacientes a infecções bacterianas crônicas. Enquanto o Staphylococcus aureus e o Haemophilus influenzae são comuns na infância, a Pseudomonas aeruginosa torna-se predominante na vida adulta. A Burkholderia cepacia, embora menos comum, é um patógeno oportunista altamente resistente a múltiplos antibióticos. Sua presença está correlacionada com um declínio acelerado do VEF1 (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo) e uma redução significativa na sobrevida. O manejo exige isolamento rigoroso para evitar a transmissão entre pacientes.
A Pseudomonas aeruginosa é a bactéria mais frequentemente isolada em pacientes adultos com fibrose cística, contribuindo para a inflamação crônica e declínio gradual da função pulmonar. No entanto, ela difere da Burkholderia cepacia no padrão de agressividade aguda.
A Síndrome Cepacia é uma complicação grave caracterizada por pneumonia necrotizante progressiva e bacteremia, ocorrendo em pacientes com fibrose cística colonizados por Burkholderia cepacia. Apresenta alta mortalidade e rápida deterioração clínica.
A colonização por certas cepas de Burkholderia cepacia (especialmente B. cenocepacia) é frequentemente considerada uma contraindicação relativa ou absoluta ao transplante pulmonar em muitos centros, devido ao alto risco de recorrência e sepse pós-operatória.
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