FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Durante o atendimento de gestante na 26ª semana com queixa de dor no baixo ventre, foi realizado o teste da fibronectina fetal. O resultado foi positivo e é considerado um fator preditivo para a ocorrência de:
Fibronectina fetal positiva em gestante sintomática (22-34 sem) → Alto risco de parto prematuro.
A fibronectina fetal é uma glicoproteína presente na interface cório-decidual. Sua presença detectável no fluido cervicovaginal entre 22 e 34 semanas de gestação, especialmente em gestantes com sintomas de trabalho de parto prematuro, é um forte preditor de parto prematuro nas próximas 7 a 14 dias, indicando a necessidade de intervenção.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação de gestantes com risco aumentado é crucial para a implementação de medidas preventivas e de manejo que possam melhorar os desfechos. A fibronectina fetal é um marcador bioquímico utilizado para predizer o risco de parto prematuro. Normalmente, essa glicoproteína está presente no fluido cervicovaginal até 20 semanas de gestação e reaparece apenas próximo ao termo. Sua detecção entre 22 e 34 semanas de gestação, especialmente em mulheres com sintomas de trabalho de parto prematuro (como dor no baixo ventre, contrações, pressão pélvica), sugere uma ruptura da interface cório-decidual e um risco elevado de parto prematuro nas próximas 7 a 14 dias. Um resultado positivo da fibronectina fetal deve alertar a equipe médica para a necessidade de intensificar o monitoramento da gestante e considerar intervenções como a administração de corticosteroides para acelerar a maturação pulmonar fetal e, em casos selecionados, tocolíticos para inibir as contrações. Compreender o papel e a interpretação desse teste é fundamental para a prática obstétrica e a gestão de gestações de alto risco.
A fibronectina fetal é uma glicoproteína produzida na interface cório-decidual, atuando como uma "cola" biológica que mantém o saco gestacional aderido ao útero. Sua presença no fluido cervicovaginal antes de 34 semanas de gestação indica uma alteração nessa interface.
O teste da fibronectina fetal é mais útil entre 22 e 34 semanas de gestação, especialmente em mulheres com sintomas de trabalho de parto prematuro ou com colo uterino encurtado, para avaliar o risco de parto prematuro iminente.
Um resultado positivo da fibronectina fetal em uma gestante sintomática indica alto risco de parto prematuro. As condutas podem incluir repouso, hidratação, corticoterapia para maturação pulmonar fetal, tocolíticos (se indicado) e, em alguns casos, transferência para um centro com UTI neonatal.
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