UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Doença caracterizada por dores musculoesqueléticas crônicas difusas, mal definidas, geralmente acompanhada de sono não reparador e fadiga matinal, muito prevalente no sexo feminino, considerada como diagnóstico de exclusão, e que costuma responder à terapêutica a base de alguns antidepressivos e exercícios aeróbicos. Qual das alternativas é a correspondente?
Fibromialgia: Dor difusa crônica + fadiga + sono não reparador, comum em mulheres, responde a antidepressivos e exercícios.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica difusa, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e outros sintomas somáticos. É mais comum em mulheres e seu diagnóstico é clínico, por exclusão de outras condições. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo farmacoterapia (antidepressivos) e não farmacológica (exercícios aeróbicos).
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono (sono não reparador) e pontos dolorosos à palpação. É uma condição complexa, mais prevalente no sexo feminino (aproximadamente 2-4% da população adulta, com proporção mulher:homem de 7:1), e representa um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. A fisiopatologia da fibromialgia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central, levando a uma amplificação dos sinais de dor (sensibilização central). O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), que incluem o índice de dor generalizada e a escala de gravidade dos sintomas. É fundamental descartar outras condições que possam mimetizar a fibromialgia, tornando-o um diagnóstico de exclusão. O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas. Antidepressivos (tricíclicos, ISRSN) e gabapentinoides são frequentemente utilizados para aliviar a dor e melhorar o sono. Exercícios aeróbicos regulares, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente são pilares importantes para o manejo eficaz da doença, visando melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade.
Além da dor musculoesquelética crônica e difusa, a fibromialgia frequentemente cursa com fadiga persistente, sono não reparador, rigidez matinal, distúrbios cognitivos ("fibro fog") e sensibilidade aumentada à dor.
A fibromialgia é um diagnóstico de exclusão porque seus sintomas podem se sobrepor a outras condições reumatológicas ou neurológicas. É crucial descartar outras doenças antes de firmar o diagnóstico de fibromialgia.
Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, milnaciprano) e gabapentinoides (pregabalina) são classes de medicamentos com eficácia comprovada no manejo da dor e outros sintomas da fibromialgia.
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