Fibromialgia: Diagnóstico Clínico e Sintomas Chave

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina de 35 anos vem à consulta por queixa de fraqueza generalizada e “dor em todo o corpo”, de intensidade moderada, presente na maior parte dos dias há 6 meses. Relata que tem piora da dor ao tocar a região dolorida. Diz que a dor tem atrapalhado a qualidade do seu sono e perturbado sua qualidade de vida, pois não consegue mais realizar as atividades laborais de forma adequada. Ao exame apresenta dor bilateral à palpação das regiões occipitais, trapézio, lombar e trocantéricas e ausência de sinais inflamatórios articulares. Exames complementares demonstram velocidade de hemossedimentação normal, TSH 1,2 (0,3-4,5mUI/mL), creatinina 0,65 (0,3-1,3mg/dL), glicemia de jejum 75 (70-99mg/dL); fator reumatoide negativo. Qual é o diagnóstico mais provável dessa paciente?

Alternativas

  1. A) Osteoartrite.
  2. B) Artrite soronegativa.
  3. C) Espondiloartropatia.
  4. D) Fibromialgia.

Pérola Clínica

Fibromialgia: dor crônica generalizada >3 meses, fadiga, distúrbio do sono, pontos dolorosos à palpação, exames normais.

Resumo-Chave

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e sensibilidade aumentada à palpação em múltiplos pontos. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na exclusão de outras condições, com exames laboratoriais tipicamente normais.

Contexto Educacional

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta milhões de pessoas, predominantemente mulheres. Sua prevalência aumenta com a idade e representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo na prática clínica. É caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e pontos sensíveis à palpação, impactando severamente a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da fibromialgia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central, resultando em uma amplificação dos sinais de dor (sensibilização central). O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), que incluem dor generalizada por mais de 3 meses e a presença de outros sintomas como fadiga e sono não reparador. É crucial realizar uma investigação para excluir outras causas de dor crônica, uma vez que não há marcadores biológicos específicos para a fibromialgia. O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, combinando farmacoterapia (antidepressivos, analgésicos, relaxantes musculares) com terapias não farmacológicas, como exercícios físicos aeróbicos, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente. O prognóstico é variável, mas uma abordagem integrada pode melhorar significativamente os sintomas e a funcionalidade. Residentes devem estar aptos a reconhecer a fibromialgia e iniciar um plano de manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da fibromialgia?

Os principais sintomas da fibromialgia incluem dor crônica generalizada, que dura mais de três meses, fadiga persistente, distúrbios do sono (sono não reparador), rigidez matinal e sensibilidade aumentada à dor em múltiplos pontos do corpo, além de frequentemente estar associada a distúrbios de humor e cognitivos.

Como é feito o diagnóstico de fibromialgia?

O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, baseado nos critérios de dor generalizada e outros sintomas como fadiga e distúrbios do sono. Exames laboratoriais e de imagem são realizados para excluir outras condições que possam causar sintomas semelhantes, como hipotireoidismo, artrite reumatoide ou lúpus, mas não são diagnósticos para fibromialgia.

Quais condições devem ser consideradas no diagnóstico diferencial da fibromialgia?

No diagnóstico diferencial da fibromialgia, devem ser consideradas condições como hipotireoidismo, polimialgia reumática, artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome da fadiga crônica e miopatias inflamatórias. A ausência de sinais inflamatórios e exames laboratoriais normais ajudam a diferenciar a fibromialgia.

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