AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Dor crônica difusa, subjetividade dos sintomas, preponderância em mulheres e falta de dados objetivos de imagem e de exames laboratoriais fazem com que a principal suspeita clínica seja de:
Fibromialgia = dor crônica difusa, sintomas subjetivos, exames normais, predomínio feminino.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por sintomas subjetivos e ausência de achados objetivos em exames laboratoriais ou de imagem. É mais comum em mulheres e seu diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor e sintomas associados.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta milhões de pessoas, predominantemente mulheres. Caracteriza-se por dor difusa, fadiga, distúrbios do sono e problemas cognitivos, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua prevalência é estimada em 2-5% da população adulta. A fisiopatologia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central, levando a uma hipersensibilidade. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios revisados do Colégio Americano de Reumatologia, que consideram a dor generalizada e a presença de sintomas associados, na ausência de outra condição que justifique os sintomas. Exames laboratoriais e de imagem são úteis para excluir outras patologias, mas são normais na fibromialgia. O tratamento é multimodal, incluindo farmacoterapia (antidepressivos, analgésicos), terapias não farmacológicas (exercício físico, terapia cognitivo-comportamental) e educação do paciente. O prognóstico varia, mas o manejo adequado visa o controle dos sintomas e a melhora funcional, sendo crucial para a qualidade de vida do paciente.
O diagnóstico de fibromialgia é clínico, baseado na presença de dor generalizada por mais de 3 meses e sintomas associados como fadiga, distúrbios do sono e cognitivos, conforme os critérios do Colégio Americano de Reumatologia.
A fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central, não uma doença inflamatória ou estrutural. Portanto, exames que buscam inflamação ou lesões teciduais geralmente não mostram alterações.
A fibromialgia é significativamente mais comum em mulheres, com uma proporção de aproximadamente 7:1 a 9:1 em relação aos homens, afetando principalmente mulheres em idade adulta.
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