Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Mulher, 40 anos, com quadro de mialgia generalizada, inchaço articular, cansaço, insônia, formigamento e dormência em MMSS. Ao exame físico: avaliação neurológica e articular dentro da normalidade. Exames laboratoriais como PCR, VHS, TSH, T4 livre e fator antinúcleo normais. Qual o diagnóstico mais provável?
Fibromialgia → dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono, exames laboratoriais normais.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por fadiga, distúrbios do sono e parestesias, sem alterações inflamatórias ou autoimunes detectáveis em exames laboratoriais básicos, o que a diferencia de outras condições reumatológicas.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta milhões de pessoas, predominantemente mulheres de meia-idade. Caracteriza-se por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono, rigidez e pontos dolorosos específicos, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e psicossociais, com disfunção na modulação da dor. O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, baseado nos critérios de dor generalizada e outros sintomas associados, como fadiga e distúrbios do sono, por pelo menos três meses. É crucial que o exame físico e os exames laboratoriais básicos (como PCR, VHS, TSH, T4 livre e FAN) sejam normais, pois isso ajuda a excluir outras condições reumatológicas, endócrinas ou autoimunes que podem mimetizar a fibromialgia. A ausência de inflamação sistêmica é um pilar diagnóstico. O tratamento é multidisciplinar, combinando farmacoterapia (antidepressivos, analgésicos, relaxantes musculares) com terapias não farmacológicas, como exercícios físicos aeróbicos, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente. O prognóstico melhora com o manejo adequado e a adesão ao tratamento, visando o controle da dor, melhora do sono e da função física, e redução do impacto na vida diária.
Os principais sintomas incluem dor crônica generalizada, fadiga persistente, distúrbios do sono (insônia), rigidez matinal e parestesias (formigamento/dormência), frequentemente acompanhados de ansiedade e depressão.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor generalizada e outros sintomas, após exclusão de outras condições. Exames laboratoriais são geralmente normais e servem para descartar diagnósticos diferenciais.
É importante diferenciar de doenças reumatológicas inflamatórias (artrite reumatoide, lúpus), hipotireoidismo, polimialgia reumática e síndromes de fadiga crônica, que podem apresentar sintomas semelhantes mas com achados laboratoriais ou de exame físico distintos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo