FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, 52 anos de idade, vem com queixa de dor em braços, ombros, cervical e pernas há 3 anos, piorando de intensidade nos últimos 6 meses após piora da ansiedade com perda de emprego. Refere que o sono é superficial e já acorda com as dores pela manhã, mas piora durante o dia se esforço físico, mesmo que leve, com as atividades da rotina diária domiciliar. Nega trauma, esforço físico incomum, emagrecimento, febre, lesões de pele ou mucosas, alteração urinária ou intestinal. Relata que também apresenta episódios de parestesias em antebraços e mãos. Ao exame físico, paciente em bom estado geral, sem alterações constitucionais, sem alterações articulares, limitações de movimento ou sinais flogísticos, força muscular preservada nos 4 membros, com ausência dos sinais de compressão do nervo mediano em punhos, apenas com pontos de hiperalgesia à palpação em musculatura de antebraços, trapézios e glúteos. Qual a principal conduta inicial dentre as abaixo?
Fibromialgia: dor crônica difusa + fadiga + sono não reparador. Tto inicial: educação, exercício, psicoterapia, tricíclicos.
O quadro clínico de dor crônica generalizada, sono não reparador, fadiga e pontos de hiperalgesia, especialmente associado a fatores psicossociais como ansiedade, é altamente sugestivo de fibromialgia. A conduta inicial deve ser multifacetada, focando em educação, atividade física, psicoterapia e farmacoterapia com antidepressivos tricíclicos.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, sono não reparador e múltiplos pontos dolorosos à palpação. Afeta predominantemente mulheres e frequentemente está associada a distúrbios de humor, como ansiedade e depressão, e a eventos estressores. A fisiopatologia envolve alterações na modulação da dor no sistema nervoso central, com sensibilização central. O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, baseado nos critérios do American College of Rheumatology (ACR), que incluem o índice de dor generalizada e a escala de gravidade dos sintomas. É crucial realizar uma anamnese detalhada e um exame físico completo para excluir outras condições que possam mimetizar a fibromialgia, como hipotireoidismo, polimialgia reumática ou doenças autoimunes. Exames laboratoriais e de imagem são solicitados apenas para descartar diagnósticos diferenciais. O tratamento da fibromialgia é multimodal e individualizado. A conduta inicial deve incluir educação em saúde sobre a doença, incentivo à atividade física regular (aeróbica e de fortalecimento), psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental) e, quando necessário, farmacoterapia. Antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina) são frequentemente a primeira escolha para melhorar o sono e reduzir a dor. Outras opções incluem inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, milnaciprano) e gabapentinoides (pregabalina).
Os principais sintomas incluem dor crônica generalizada, fadiga persistente, sono não reparador, rigidez matinal e, frequentemente, distúrbios de humor como ansiedade e depressão.
A conduta inicial envolve educação do paciente, incentivo à atividade física regular, psicoterapia (como TCC) e, farmacologicamente, antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) para dor e melhora do sono.
O diagnóstico de fibromialgia é clínico. Exames complementares são úteis apenas para excluir outras condições com sintomas semelhantes, como doenças reumatológicas ou endócrinas, não para confirmar a fibromialgia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo