Fibromialgia: Diagnóstico e Opções de Tratamento Eficazes

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 35 anos idade, no ambulatório de clínica médica com queixa de ansiedade, insônia; cefaleia; fadiga e dores pelo corpo, diariamente. Refere também apresentar, esporadicamente, epigastralgia com constipação, pirose, náuseas, inapetência iniciadas há 2 anos e que pioram com as mudanças climáticas. Ao exame físico, apresentou índice de dor difusa (IDD) = 12. Teste de caminhada de 6 minutos normal. A hipótese diagnóstica e o tratamento indicado são:

Alternativas

  1. A) Artrite de células gigantes; prednisona + tosilizumabe + aspirina
  2. B) Fibromialgia; amitriptilia + gabapentina + dulxetina
  3. C) Reumatismo extra articular; inibidores da Cox2 + fisioterapia + corticoides
  4. D) Polimiosite; prednisona + metotrexato + colchicina

Pérola Clínica

Fibromialgia = dor crônica difusa, fadiga, distúrbios do sono/humor. Tratamento inclui antidepressivos e neuromoduladores.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor difusa crônica, fadiga, distúrbios do sono e humor, associado a sintomas gastrointestinais e IDD elevado, é altamente sugestivo de fibromialgia. O tratamento envolve uma abordagem multimodal, incluindo fármacos como amitriptilina, gabapentina e duloxetina.

Contexto Educacional

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e pontos dolorosos à palpação. É mais comum em mulheres jovens e de meia-idade. Além da dor, os pacientes frequentemente relatam sintomas como ansiedade, depressão, cefaleia, parestesias e sintomas gastrointestinais (síndrome do intestino irritável). O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), que incluem o Índice de Dor Difusa (IDD) e a Escala de Gravidade dos Sintomas (EGS). Exames laboratoriais e de imagem são geralmente normais e servem para excluir outras condições. A fisiopatologia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central. O tratamento da fibromialgia é multimodal, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas. Entre os medicamentos, destacam-se os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, milnaciprano) e anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina). Terapias não farmacológicas incluem exercícios aeróbicos, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para fibromialgia?

Os critérios diagnósticos para fibromialgia incluem dor generalizada por pelo menos 3 meses, com base no Índice de Dor Difusa (IDD) e na Escala de Gravidade dos Sintomas (EGS), que avalia fadiga, sono não reparador e sintomas cognitivos. Não há exames laboratoriais específicos para o diagnóstico.

Quais medicamentos são eficazes no tratamento da fibromialgia?

Os medicamentos eficazes para fibromialgia incluem antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (duloxetina, milnaciprano) e anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina). Eles atuam modulando a percepção da dor e melhorando o sono e o humor.

Como diferenciar fibromialgia de outras doenças reumatológicas?

A fibromialgia se diferencia de outras doenças reumatológicas pela ausência de inflamação articular ou muscular objetiva e exames laboratoriais normais. O foco é na dor difusa e sintomas associados, enquanto outras doenças apresentam sinais inflamatórios, autoanticorpos ou alterações estruturais específicas.

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