Fibromialgia: Tratamento Medicamentoso de Manutenção

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 46 anos, vendedora de roupas, é atendida em consulta ambulatorial por médico de família relatando dor constante em região do pescoço, em região superior do dorso e em ambos os braços há 6 meses. Apresenta, também, dor nas pernas, as quais atribui ao trabalho, pois fica em pé por horas. Ela relata duas avaliações prévias nas quais realizou exames laboratoriais, com hemograma e VHS normais. Foram prescritos analgésicos, nas outras ocasiões, os quais proporcionaram pequena melhora temporária no quadro. A paciente relata que ficou viúva há 1 ano e que cuida sozinha dos dois filhos pequenos, sendo responsável pelo sustento financeiro da casa. Informa que as dificuldades financeiras têm tirado seu sono e que ela tem estado muito cansada e com a memória ruim. Ao exame físico, apresenta dor à palpação da região occipital, do pescoço e do tórax superior. Suas articulações estão preservadas, sem dor nem edema. O exame físico apresenta-se sem outras anormalidades.Em relação ao provável diagnóstico, qual deve ser o tratamento medicamentoso de manutenção a ser associado às medidas não farmacológicas?

Alternativas

  1. A) Amitriptilina 25 mg, por via oral, à noite.
  2. B) Fluoxetina 20 mg, por via oral, pela manhã.
  3. C) Prednisona 20 mg, por via oral, pela manhã.
  4. D) Naproxeno 550 mg, por via oral, de 12 em 12 horas.

Pérola Clínica

Fibromialgia (dor crônica generalizada, fadiga, sono ruim) → Amitriptilina é 1ª linha para dor e sono.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono e pontos dolorosos à palpação, sem alterações laboratoriais ou articulares, é altamente sugestivo de fibromialgia. A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, é uma medicação de primeira linha para o tratamento da fibromialgia, especialmente eficaz para melhorar a dor e a qualidade do sono quando administrada à noite.

Contexto Educacional

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono, rigidez e pontos dolorosos à palpação, sem evidência de inflamação ou lesão tecidual. É mais comum em mulheres e sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e psicossociais. A fisiopatologia envolve uma disfunção no processamento da dor no sistema nervoso central, resultando em uma amplificação dos sinais de dor (sensibilização central). O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor generalizada e outros sintomas, após exclusão de outras condições. Exames laboratoriais são geralmente normais. O tratamento da fibromialgia é multimodal, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas. A amitriptilina é uma medicação de primeira linha, especialmente em doses baixas à noite, para melhorar a dor e o sono. Outras opções incluem duloxetina, pregabalina e milnaciprano. As medidas não farmacológicas, como exercícios físicos e terapia cognitivo-comportamental, são igualmente cruciais para o manejo a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da fibromialgia?

Os principais sintomas incluem dor crônica e generalizada, fadiga persistente, distúrbios do sono (sono não reparador), rigidez matinal, problemas de memória e concentração ('fibro fog'), e sensibilidade aumentada à dor.

Qual o papel da amitriptilina no tratamento da fibromialgia?

A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico que atua modulando neurotransmissores envolvidos na percepção da dor e no sono. É eficaz para reduzir a dor, melhorar o sono e diminuir a fadiga em pacientes com fibromialgia, sendo administrada em baixas doses à noite.

Quais medidas não farmacológicas são importantes para a fibromialgia?

Medidas não farmacológicas incluem exercícios aeróbicos (caminhada, natação), terapia cognitivo-comportamental (TCC), técnicas de relaxamento, acupuntura e educação do paciente sobre a condição para um manejo eficaz e duradouro.

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