Fibromialgia: Diagnóstico Clínico e Sintomas Chave

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 48 anos comparece à Unidade Básica de saúde solicitando laudo médico para afastamento de atividades laborativas, pois não consegue trabalhar devido a quadro de fadiga crônica, astenia, boca seca, tonturas, rigidez articular matinal, dor articular generalizada há mais de 4 meses e cefaleia. Ao exame, constata- se dor à palpação em proeminências ósseas e em porções mediais de segmentos musculares. A hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) Esclerodermia
  2. B) Fibromialgia
  3. C) Lúpus eritematoso sistêmico
  4. D) Hipotireoidismo
  5. E) Síndrome de Sjögren

Pérola Clínica

Dor generalizada > 3 meses + fadiga + pontos dolorosos específicos = Fibromialgia.

Resumo-Chave

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e sensibilidade aumentada à dor em pontos específicos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor generalizada por mais de 3 meses e a presença de sintomas como fadiga e problemas cognitivos, sem uma causa inflamatória ou estrutural evidente.

Contexto Educacional

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta milhões de pessoas, predominantemente mulheres. Caracteriza-se por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e sensibilidade aumentada à dor em múltiplos pontos do corpo. A etiopatogenia é complexa e envolve desregulação de vias de processamento da dor no sistema nervoso central, com alterações em neurotransmissores e modulação da dor. É importante diferenciar a fibromialgia de outras condições que podem causar dor e fadiga, como doenças reumáticas inflamatórias, hipotireoidismo ou síndromes de fadiga crônica, através de uma anamnese detalhada e exame físico minucioso. O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico, não existindo exames laboratoriais ou de imagem específicos para sua confirmação. Os critérios diagnósticos do American College of Rheumatology (ACR) de 2010/2016 são amplamente utilizados e focam na presença de dor generalizada por pelo menos 3 meses, associada a sintomas como fadiga, sono não reparador e problemas cognitivos, sem evidência de outra condição que justifique os sintomas. A presença de dor à palpação em proeminências ósseas e porções mediais de segmentos musculares, embora não seja mais um critério mandatório, continua sendo um achado clínico relevante. O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, visando o alívio da dor e a melhora da qualidade de vida. Inclui farmacoterapia (antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, gabapentinoides), terapias não farmacológicas (exercícios físicos, fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental, acupuntura) e educação do paciente. O prognóstico varia, mas com manejo adequado, muitos pacientes conseguem controlar os sintomas e ter uma vida funcional. O acompanhamento contínuo é fundamental para ajustar o tratamento conforme a resposta individual.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da fibromialgia?

Os principais sintomas incluem dor crônica generalizada, fadiga persistente, distúrbios do sono (insônia, sono não reparador), rigidez matinal, cefaleia, boca seca e sensibilidade aumentada à dor em áreas específicas do corpo.

Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do American College of Rheumatology (ACR), que incluem dor generalizada por pelo menos 3 meses, sem outra condição que a explique, e a presença de sintomas como fadiga, sono não reparador e problemas cognitivos. A palpação de pontos dolorosos específicos, embora não seja mais um critério diagnóstico obrigatório, ainda é um achado comum.

Quais são os diferenciais da fibromialgia?

Os diferenciais incluem hipotireoidismo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren, polimialgia reumática, deficiência de vitamina D e síndrome da fadiga crônica. É fundamental excluir essas condições antes de firmar o diagnóstico de fibromialgia.

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