UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Paciente de 40 anos, sexo feminino, procura ambulatórios de clínica médica de vários postos de saúde e hospitais com queixas de cansaço, dores em articulações e musculares, alterações no sono e constipação crônica. Os sintomas não melhoram com o uso de analgésicos, antinflamatórios ou corticoesteroides. Os exames laboratoriais usuais não mostram alterações. Dentre as opções o diagnóstico mais provável é
Fibromialgia → dor crônica difusa, fadiga, sono não reparador, exames normais, refratária a AINEs/corticoesteroides.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e sintomas somáticos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor difusa e sintomas associados, com exclusão de outras condições, e exames laboratoriais geralmente são normais.
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que afeta cerca de 2-4% da população adulta, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por dor musculoesquelética difusa, fadiga, distúrbios do sono e outros sintomas somáticos, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. É crucial para o médico reconhecer essa condição para um manejo adequado. A fisiopatologia da fibromialgia envolve uma desregulação do processamento da dor no sistema nervoso central, resultando em uma amplificação dos sinais de dor. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos critérios do American College of Rheumatology (ACR), que incluem dor em múltiplos locais e sintomas associados. É fundamental excluir outras condições com sintomatologia semelhante através de uma anamnese detalhada e exames físicos e laboratoriais que, na fibromialgia, são tipicamente normais. O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar, combinando farmacoterapia (antidepressivos, anticonvulsivantes) com terapias não farmacológicas como exercícios físicos aeróbicos, terapia cognitivo-comportamental e educação do paciente. O prognóstico melhora com o diagnóstico precoce e a adesão a um plano de tratamento individualizado, visando o controle da dor e a melhora funcional.
Os principais sintomas incluem dor crônica generalizada, fadiga persistente, sono não reparador, rigidez matinal e, frequentemente, sintomas como cefaleia, síndrome do intestino irritável e ansiedade.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de dor generalizada por mais de 3 meses e presença de sintomas como fadiga e sono não reparador, após exclusão de outras condições. Exames laboratoriais são geralmente normais.
A normalidade dos exames laboratoriais usuais é um achado característico da fibromialgia, ajudando a diferenciá-la de doenças inflamatórias ou autoimunes que cursam com dor e alterações nos marcadores inflamatórios.
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