HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Mulher de 58 anos de idade, sem comorbidades e sem antecedentes familiares relevantes, procedente do município de Vista Alegre, realizou uma mamografia de rastreamento. No laudo, descreve-se um nódulo suspeito de malignidade de cerca de um centímetro de diâmetro (Classificação: BI-RADS 4). Ela então é submetida a biópsia por punção aspirativa por agulha fina (PAAF), cujo resultado encontra-se pendente. A notícia do nódulo causou grande sofrimento para a paciente e sua família, uma vez que cuida sozinha da filha de 3 anos de idade. A paciente comparece em consulta na Unidade Básica de Saúde de referência assintomática, com o resultado do exame anatomopatológico descrevendo lesão compatível com fibroadenoma simples. Qual é a conduta correta neste cenário?
Fibroadenoma simples confirmado por biópsia após BI-RADS 4 → Retomar rastreamento mamográfico bianual (50-69 anos).
Após a confirmação histopatológica de fibroadenoma simples em uma lesão BI-RADS 4, a conduta é tranquilizar a paciente e orientar o retorno à rotina de rastreamento mamográfico. Para mulheres de 50 a 69 anos, a recomendação do Ministério da Saúde é mamografia bianual.
O rastreamento mamográfico é uma ferramenta essencial na detecção precoce do câncer de mama, mas frequentemente leva à identificação de lesões que exigem investigação adicional. O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição dos achados mamográficos e ultrassonográficos, classificando as lesões de 0 a 6. Um BI-RADS 4 indica uma lesão suspeita de malignidade, com uma probabilidade de câncer que varia de 2% a 95%, e requer obrigatoriamente uma biópsia para elucidação diagnóstica. No caso apresentado, a paciente, após um período de ansiedade compreensível, teve o diagnóstico histopatológico de fibroadenoma simples por PAAF. O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama, caracterizado por ser bem delimitado, móvel e de consistência elástica. O termo "simples" indica que não há características atípicas que aumentem o risco de malignidade futura. Uma vez confirmada a natureza benigna da lesão por biópsia, a conduta correta é tranquilizar a paciente e orientá-la a retomar a rotina de rastreamento populacional para o câncer de mama. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde no Brasil, para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, o rastreamento é realizado com mamografia bianual. Não há necessidade de vigilância intensiva com exames semestrais, pois o risco de malignidade associado a um fibroadenoma simples é mínimo e não justifica uma conduta diferenciada do rastreamento padrão.
BI-RADS 4 indica uma lesão suspeita de malignidade, com probabilidade de câncer entre 2% e 95%, exigindo investigação histopatológica (biópsia) para definir a natureza da lesão.
A PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) é um método diagnóstico que coleta células da lesão para análise citopatológica, sendo útil para diferenciar lesões benignas de malignas e guiar a conduta, como no caso do fibroadenoma.
O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos (bianual), como estratégia para detecção precoce do câncer de mama na população geral.
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