UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Paciente de 27 anos de idade, retorna à consulta de rotina com exame ultrassonográfico evidenciando nódulo hipoecogênico, ovalado, com limites regulares e bem delimitados, de maior eixo paralelo à pele e sem sombra acústica posterior. Ao exame físico, a lesão é palpável e menor que 2cm, em quadrante superior lateral de mama direita, móvel, com consistência fibroelástica e indolor. Quando questionada de antecedentes mórbidos familiares, refere que avó paterna teve câncer de mama aos 68 anos, e que no momento não gostaria de passar por cirurgia. Neste caso a melhor conduta é:
Nódulo mamário jovem com USG benigna (ovalado, eixo paralelo, limites regulares) → Alta probabilidade de fibroadenoma, conduta é acompanhamento.
As características ultrassonográficas (hipoecogênico, ovalado, limites regulares, maior eixo paralelo à pele, sem sombra acústica posterior) e clínicas (móvel, fibroelástico, indolor em jovem) são altamente sugestivas de fibroadenoma, uma lesão benigna. O histórico familiar de câncer de mama em avó paterna aos 68 anos não confere alto risco imediato para a paciente.
O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama em mulheres jovens, geralmente entre 15 e 35 anos. Sua prevalência é alta, e é crucial para o ginecologista e mastologista saber identificá-lo para evitar intervenções desnecessárias. A distinção entre lesões benignas e malignas é um pilar da propedêutica mamária. Clinicamente, o fibroadenoma apresenta-se como um nódulo móvel, bem delimitado, de consistência fibroelástica e geralmente indolor. Na ultrassonografia, as características típicas incluem ser hipoecogênico, ovalado, com limites regulares e bem definidos, e com o maior eixo paralelo à pele. Essas características o classificam frequentemente como BIRADS 2 (benigno) ou BIRADS 3 (provavelmente benigno, com chance de malignidade <2%). A conduta para nódulos com alta probabilidade de benignidade, como o fibroadenoma, é o acompanhamento clínico e ultrassonográfico periódico, geralmente a cada 6 meses por 2 anos. A biópsia ou exérese cirúrgica é reservada para casos de crescimento rápido, características atípicas, ou forte desejo da paciente. O histórico familiar de câncer em idade avançada em parente de segundo grau não altera a conduta para um nódulo com características tão benignas.
Características benignas incluem forma ovalada, limites regulares e bem definidos, maior eixo paralelo à pele (orientação horizontal), ausência de sombra acústica posterior, e vascularização periférica ou ausente.
O acompanhamento é indicado para nódulos com características clínicas e ultrassonográficas benignas (BIRADS 2 ou 3), especialmente em pacientes jovens, onde a probabilidade de malignidade é muito baixa.
Um histórico de câncer de mama em parente de segundo grau (avó) em idade avançada (68 anos) geralmente não confere um risco genético elevado para a paciente, não justificando condutas mais agressivas imediatas para um nódulo com características tão benignas.
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