Fibroadenoma Mamário: Diagnóstico e Manejo em Mulheres Jovens

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 27 anos, G0, sem comorbidades prévias, refere nódulo palpável em mama esquerda, há 3 meses, indolor, sem outros sintomas mamários associados. Ao exame físico, nota-se formação nodular às 5h de mama esquerda, de 2cm, móvel, indolor à palpação, de superfície irregular. Sem outras alterações ao exame físico. Sobre o quadro, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) O quadro clínico é mais compatível com papiloma, o exame de imagem mais adequado para complementação é a ultrassonografia, e pode-se realizar acompanhamento clínico se a hipótese se confirmar.
  2. B) O quadro clínico é mais compatível com fibroadenoma, e o tratamento é necessariamente cirúrgico, com exérese com margem de segurança.
  3. C) O quadro clínico é mais compatível com mastalgia acíclica, e o exame de imagem mais adequado para complementação é a ultrassonografia.
  4. D) O quadro clínico é mais compatível com fibroadenoma, o exame de imagem mais adequado para complementação é a ultrassonografia, e pode-se realizar acompanhamento clínico se a hipótese se confirmar.
  5. E) O quadro clínico é mais compatível com papiloma, o exame de imagem mais adequado para complementação é a mamografia, e deve ser realizada biópsia excecional.

Pérola Clínica

Fibroadenoma: nódulo mamário móvel, indolor, superfície irregular em jovem → USG + acompanhamento clínico.

Resumo-Chave

O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama em mulheres jovens, caracterizado por ser um nódulo móvel, indolor e de consistência fibroelástica. A ultrassonografia é o método de imagem de escolha para sua avaliação inicial, e o acompanhamento clínico é frequentemente suficiente se a benignidade for confirmada, evitando intervenções desnecessárias.

Contexto Educacional

O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama, especialmente prevalente em mulheres jovens (entre 15 e 35 anos). É uma lesão fibroepitelial que se apresenta como um nódulo palpável, móvel, indolor, de consistência fibroelástica e geralmente bem delimitado. Sua importância reside na necessidade de diferenciá-lo de lesões malignas, embora seu prognóstico seja excelente. A fisiopatologia do fibroadenoma está ligada à proliferação de elementos epiteliais e estromais da mama, sob influência hormonal. O diagnóstico é baseado no exame clínico, complementado por exames de imagem. Em mulheres jovens, a ultrassonografia mamária é o método de escolha, mostrando uma lesão sólida, hipoecogênica, com eixos paralelos à pele e reforço acústico posterior. A biópsia (punção aspirativa por agulha fina ou biópsia de fragmento) pode ser necessária para confirmação histopatológica, especialmente se houver atipias ou características suspeitas. O manejo do fibroadenoma é predominantemente conservador, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico periódico, uma vez confirmada a benignidade. A exérese cirúrgica é reservada para casos específicos, como crescimento rápido, dor significativa, tamanho grande, atipias histológicas ou preocupação da paciente. Residentes devem dominar a semiologia mamária e a indicação correta dos exames complementares para evitar intervenções desnecessárias e tranquilizar as pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas que sugerem um fibroadenoma mamário?

Clinicamente, o fibroadenoma é geralmente um nódulo mamário palpável, móvel, indolor, de consistência fibroelástica e com limites bem definidos, mais comum em mulheres jovens.

Qual o exame de imagem mais adequado para avaliar um nódulo mamário em uma paciente jovem com suspeita de fibroadenoma?

A ultrassonografia mamária é o exame de imagem de primeira linha para avaliar nódulos em pacientes jovens, pois permite diferenciar cistos de lesões sólidas e caracterizar o nódulo sem exposição à radiação.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado para um fibroadenoma?

O tratamento cirúrgico é indicado em casos de crescimento rápido, dor persistente, tamanho > 3-5 cm, preocupação estética, ou quando há atipias na biópsia que aumentam o risco de malignidade, ou ainda por desejo da paciente. Na maioria dos casos, o acompanhamento clínico é suficiente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo