Fibrilação Ventricular Refratária: Manejo e Medicamentos na PCR

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Uma mulher, 50 anos, portadora de Hipertensão Arterial Severa e diabetes, apresenta angina típica aos médios esforços, com boa resposta a nitrato sublingual, dá entrada na emergência com dor precordial e evolui com parada cardiorrespiratória. Durante as manobras de reanimação cardiopulmonar, assinale os medicamentos mais adequados ao ritmo de parada:

Alternativas

  1. A) Epinefrina e atropina em assistolia e atividade elétrica sem pulso.
  2. B) Epinefrina e amiodarona em fibrilação ventricular, assistolia e atividade elétrica sem pulso.
  3. C) Epinefrina e amiodarona em fibrilação ventricular refratária.
  4. D) Epinefrina e amiodarona em fibrilação ventricular e atividade elétrica sem pulso.
  5. E) Epinefrina e vasopressina em fibrilação ventricular refratária.

Pérola Clínica

FV refratária → Epinefrina + Amiodarona após choques elétricos e compressões torácicas de alta qualidade.

Resumo-Chave

Em FV/TV sem pulso refratária, a epinefrina é usada para vasoconstrição e aumento da perfusão coronariana e cerebral. A amiodarona é um antiarrítmico de classe III indicado após falha dos choques iniciais e epinefrina para converter o ritmo.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica grave que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O manejo adequado, conforme as diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), é crucial para a sobrevida do paciente. A identificação do ritmo de parada é o primeiro passo, dividindo-os em chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso) e não chocáveis (assistolia e atividade elétrica sem pulso). Em ritmos chocáveis, a desfibrilação elétrica é a intervenção primária. Se a fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV) sem pulso persistir após os choques iniciais e a administração de epinefrina, considera-se a FV refratária. Nesses casos, a amiodarona, um antiarrítmico, é adicionada ao protocolo para tentar converter o ritmo. A epinefrina, por sua vez, é um vasopressor fundamental em todos os ritmos de parada, visando melhorar a perfusão de órgãos vitais. Para residentes, é vital dominar o algoritmo de PCR, incluindo a sequência correta de compressões torácicas, ventilações, desfibrilação e administração de medicamentos. A compreensão das indicações específicas de cada fármaco, como a amiodarona para FV refratária e a epinefrina para todos os ritmos, é essencial para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada chocáveis?

Fibrilação ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular (TV) sem pulso são os ritmos chocáveis, que respondem à desfibrilação elétrica como tratamento primário.

Quando a amiodarona é indicada na PCR?

A amiodarona é indicada na FV ou TV sem pulso refratária, ou seja, que persiste após múltiplas tentativas de desfibrilação e administração de epinefrina.

Qual o papel da epinefrina na PCR?

A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, sendo administrada em todos os ritmos de parada (chocáveis e não chocáveis) após o segundo choque em ritmos chocáveis ou imediatamente em ritmos não chocáveis.

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