UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
EM RELAÇÃO A FIBRILAÇÃO VENTRICULAR REFRATÁRIA AO CHOQUE E A TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO, EM PEDIATRIA AS DROGAS INDICADAS SÃO:
FV/TV sem pulso refratária em pediatria → Amiodarona ou Lidocaína após epinefrina e choques.
Em PCR pediátrica com ritmo chocável (FV/TV sem pulso) que não responde aos choques iniciais e epinefrina, a amiodarona ou a lidocaína são as drogas antiarrítmicas de escolha. Ambas atuam estabilizando a membrana miocárdica e reduzindo a excitabilidade.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria, embora menos comum que em adultos, frequentemente tem etiologia respiratória ou circulatória. A fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) são ritmos chocáveis, mas são menos frequentes em crianças do que a assistolia ou a atividade elétrica sem pulso. O reconhecimento e tratamento rápido desses ritmos são cruciais para a sobrevida e desfecho neurológico. O manejo da FV/TVSP em pediatria segue as diretrizes do Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS). Após a identificação do ritmo chocável, a desfibrilação é a intervenção primária. Se o ritmo persistir após os choques iniciais e a administração de epinefrina, drogas antiarrítmicas como a amiodarona ou a lidocaína são indicadas. A amiodarona é um antiarrítmico de amplo espectro, enquanto a lidocaína atua principalmente nos canais de sódio. É fundamental que residentes e estudantes de medicina dominem o algoritmo de PCR pediátrica, incluindo a sequência de choques, administração de epinefrina e o uso de antiarrítmicos para ritmos refratários. A dose correta e o tempo de administração são vitais para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea e minimizar sequelas neurológicas.
Os ritmos chocáveis em PCR pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos requerem desfibrilação imediata.
Amiodarona ou lidocaína são indicadas em PCR pediátrica com FV/TVSP que persiste após a desfibrilação inicial e a administração de epinefrina.
Ambas são antiarrítmicos de classe III (amiodarona) e classe IB (lidocaína) que podem ser usados para ritmos chocáveis refratários. A escolha pode depender da disponibilidade ou preferência institucional, pois ambas têm eficácia comprovada.
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