FV Pediátrica Refratária: Amiodarona e Lidocaína no PALS

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2016

Enunciado

Muitas questões importantes na revisão de literatura sobre o suporte avançado de vida em pediatria levaram ao refinamento das recomendações previamente existentes, ao invés de novas recomendações. Entre as afirmações abaixo, qual seria a verdadeira? 

Alternativas

  1. A) Nenhuma droga está indicada no tratamento da Fibrilação Ventricular em crianças. 
  2. B) A epinefrina contínua é a primeira indicação para arritmia pós PCR em crianças.
  3. C) A amiodarona ou a lidocaína são agentes antiarrítmicos aceitáveis para a Fibrilação Ventricular (FV) pediátrica refratária ao choque. 
  4. D) A vasopressina é a primeira droga para tratamento da taquicardia ventricular em crianças.
  5. E) Na PCR de crianças, presenciada, em Fibrilação Ventricular, a primeira conduta é sempre iniciar lidocaína endovenosa.

Pérola Clínica

FV pediátrica refratária ao choque → Amiodarona ou Lidocaína são antiarrítmicos aceitáveis.

Resumo-Chave

Nas recomendações de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), para casos de Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem pulso que são refratárias ao choque elétrico, a amiodarona ou a lidocaína são consideradas opções de antiarrítmicos para auxiliar na reversão da arritmia e restabelecer o ritmo cardíaco.

Contexto Educacional

O Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) é um conjunto de diretrizes e protocolos desenvolvidos para o manejo de emergências cardiorrespiratórias em crianças. A Fibrilação Ventricular (FV) é uma das causas de Parada Cardiorrespiratória (PCR) em pediatria, embora menos comum que a bradicardia e a assistolia. A epidemiologia da PCR pediátrica é complexa, com causas variadas, desde doenças respiratórias e choque até arritmias primárias. A importância clínica de um manejo rápido e eficaz da FV é crucial, pois é um ritmo chocável que, se não revertido, leva rapidamente ao óbito. A fisiopatologia da FV envolve atividade elétrica cardíaca caótica e ineficaz, resultando na ausência de débito cardíaco. O diagnóstico de FV é feito através do monitoramento eletrocardiográfico. A suspeita de FV em uma criança em PCR exige ação imediata, com desfibrilação como a intervenção mais importante. As diretrizes PALS enfatizam a importância do choque elétrico precoce para ritmos chocáveis. Se a FV persistir após os choques iniciais, é considerada refratária. O tratamento da FV pediátrica refratária ao choque inclui a administração de antiarrítmicos. As recomendações atuais do PALS indicam a amiodarona ou a lidocaína como agentes aceitáveis nessas situações. A epinefrina é administrada durante a PCR para melhorar a perfusão, mas não é um antiarrítmico primário para FV. Residentes devem estar familiarizados com o algoritmo de PCR pediátrica, incluindo as doses e indicações corretas de medicamentos, para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea e melhorar o prognóstico neurológico dos pacientes pediátricos.

Perguntas Frequentes

Quando a amiodarona ou lidocaína são indicadas na PCR pediátrica?

A amiodarona ou a lidocaína são indicadas na Parada Cardiorrespiratória (PCR) pediátrica quando a Fibrilação Ventricular (FV) ou a Taquicardia Ventricular sem pulso persistem após as tentativas iniciais de desfibrilação (choque elétrico), ou seja, são refratárias ao choque.

Qual a dose recomendada de amiodarona para FV pediátrica refratária?

A dose recomendada de amiodarona para FV pediátrica refratária é de 5 mg/kg em bolus intravenoso ou intraósseo, podendo ser repetida até duas vezes para um total de 15 mg/kg.

A epinefrina contínua é a primeira indicação para arritmia pós-PCR em crianças?

Não, a epinefrina contínua não é a primeira indicação para arritmia pós-PCR em crianças. A epinefrina é a droga de escolha durante a PCR para ritmos não chocáveis e para melhorar a perfusão coronariana e cerebral, mas o manejo de arritmias pós-PCR depende do tipo específico de arritmia e da estabilidade hemodinâmica do paciente.

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