Fibrilação Ventricular Pediátrica: Desfibrilação Imediata

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 3 anos, ao colocar inadvertidamente um prego em uma tomada, sofreu choque elétrico intenso, resultando em parada cardiorrespiratória. Levada à Emergência, foram efetuadas manobras de reanimação cardiopulmonar (ventilação e compressões torácicas). Na primeira verificação do ritmo cardíaco após a internação, identificou-se fibrilação ventricular.Neste momento, a conduta inicial é

Alternativas

  1. A) administrar adrenalina intravenosa (IV).
  2. B)  administrar amiodarona IV.
  3. C)  administrar lidocaína IV.
  4. D)  realizar cardioversão.
  5. E)  realizar desfibrilação.

Pérola Clínica

PCR pediátrica com FV → Desfibrilação imediata é a conduta inicial.

Resumo-Chave

Em uma parada cardiorrespiratória pediátrica com ritmo chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a desfibrilação é a intervenção inicial e mais crítica para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é uma emergência médica grave, e a identificação e tratamento rápido do ritmo cardíaco são cruciais. Embora a maioria das PCR pediátricas seja de origem respiratória ou hipóxica e apresente ritmos não chocáveis (assistolia ou atividade elétrica sem pulso), a fibrilação ventricular (FV) pode ocorrer, especialmente em casos de choque elétrico, cardiopatias congênitas ou miocardites. Quando a fibrilação ventricular é identificada, a desfibrilação é a intervenção mais importante e deve ser realizada o mais rápido possível. Cada minuto de atraso na desfibrilação diminui significativamente as chances de sobrevivência. A desfibrilação visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo. As diretrizes de reanimação pediátrica enfatizam a sequência de compressões torácicas, ventilações e desfibrilação precoce para ritmos chocáveis. Medicamentos como adrenalina e antiarrítmicos (amiodarona ou lidocaína) são adjuvantes, mas não substituem a necessidade de desfibrilação imediata para FV/TVSP.

Perguntas Frequentes

Qual a dose de energia para desfibrilação em crianças?

A dose inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 J/kg, podendo ser aumentada para 4 J/kg nas descargas subsequentes, conforme as diretrizes de reanimação pediátrica para maximizar a eficácia.

Quais são os ritmos chocáveis na PCR pediátrica?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), que requerem desfibrilação imediata.

Quando a adrenalina é administrada na PCR pediátrica?

A adrenalina é administrada em todos os ritmos de PCR, chocáveis ou não chocáveis, após a primeira ou segunda tentativa de desfibrilação em ritmos chocáveis, ou imediatamente em ritmos não chocáveis para melhorar a perfusão coronariana e cerebral.

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