Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Quais medicamentos estão indicados para prevenção de novos episódios de fibrilação ventricular na criança?
Prevenção de FV em crianças: Lidocaína (aguda) e Amiodarona (aguda/crônica) são opções-chave para estabilização e profilaxia.
A fibrilação ventricular (FV) em crianças é uma arritmia grave, frequentemente associada a cardiopatias congênitas ou adquiridas. Para a prevenção de novos episódios, especialmente em situações de instabilidade ou alto risco, a lidocaína (para controle agudo) e a amiodarona (para controle agudo e manutenção a longo prazo) são os antiarrítmicos mais indicados e eficazes na prática pediátrica.
A fibrilação ventricular (FV) em crianças é uma arritmia cardíaca grave e potencialmente fatal, caracterizada por atividade elétrica caótica e ineficaz dos ventrículos, resultando em parada cardíaca. Embora menos comum que em adultos, a FV pediátrica está frequentemente associada a cardiopatias estruturais congênitas ou adquiridas, canalopatias (como a síndrome do QT longo) e distúrbios eletrolíticos. O manejo rápido e eficaz é crucial para a sobrevida, e a prevenção de novos episódios é um pilar fundamental no cuidado de pacientes de alto risco. Os medicamentos antiarrítmicos desempenham um papel vital na prevenção da FV em crianças. A lidocaína, um antiarrítmico de Classe IB, é frequentemente utilizada no tratamento agudo de taquicardias ventriculares e FV, especialmente em contextos de isquemia. A amiodarona, um antiarrítmico de Classe III, é considerada um dos agentes mais versáteis e eficazes para o tratamento e prevenção de uma ampla gama de arritmias, incluindo a FV, tanto em situações agudas quanto para terapia de manutenção a longo prazo em pacientes pediátricos. Sua eficácia se deve à sua ação em múltiplos canais iônicos, prolongando o potencial de ação e o período refratário. Outros medicamentos, como o verapamil (um bloqueador de canal de cálcio), não são indicados para arritmias ventriculares e podem ser perigosos em crianças, especialmente em lactentes ou na presença de disfunção ventricular. A fenitoína, embora tenha algumas propriedades antiarrítmicas, não é a primeira escolha para a prevenção de FV. A escolha do antiarrítmico deve ser individualizada, considerando a etiologia da arritmia, a condição clínica da criança e o perfil de segurança do medicamento.
A fibrilação ventricular em crianças é frequentemente secundária a cardiopatias congênitas complexas, miocardiopatias, canalopatias (como síndrome do QT longo), ou distúrbios eletrolíticos graves. Em alguns casos, pode ser idiopática ou associada a síndromes genéticas específicas.
A lidocaína é um antiarrítmico de Classe IB, eficaz no tratamento agudo de taquicardias e fibrilação ventricular, especialmente em isquemia miocárdica. A amiodarona, um antiarrítmico de Classe III, é amplamente utilizada para o tratamento e prevenção de arritmias ventriculares e supraventriculares em crianças, tanto em situações agudas quanto para manutenção a longo prazo, devido ao seu amplo espectro de ação.
O verapamil é um bloqueador de canal de cálcio que atua principalmente em arritmias supraventriculares. Não é eficaz para arritmias ventriculares e é contraindicado em crianças com disfunção ventricular ou taquicardia de QRS largo, pois pode causar hipotensão grave, bradicardia e até assistolia, especialmente em lactentes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo