Manejo da Fibrilação Ventricular em Pediatria (PALS)

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma criança apresenta-se sem resposta ao chamado, com pulso central não palpável e monitor cardíaco demonstrando o ritmo a seguir: Em relação ao caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de fibrilação ventricular, e a conduta é a desfibrilação com aplicação de choque elétrico.
  2. B) Esse caso se trata de uma parada cardiorrespiratória em ritmo não chocável, com indicação de administração de epinefrina.
  3. C) Diante do cenário, iniciar compressão torácica e solicitar epinefrina imediatamente.
  4. D) Administrar atropina e iniciar ventilação com pressão positiva.

Pérola Clínica

PCR em ritmo chocável (FV/TVSP) → Choque imediato (2-4 J/kg).

Resumo-Chave

A desfibrilação precoce é o tratamento definitivo para ritmos chocáveis, aumentando significativamente a sobrevida em pediatria antes da administração de drogas.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória em pediatria é mais frequentemente secundária à insuficiência respiratória ou choque (ritmos não chocáveis). No entanto, ritmos chocáveis como FV ocorrem em cerca de 10-15% dos casos intra-hospitalares. O sucesso da ressuscitação depende da identificação rápida no monitor e da desfibrilação imediata para 'resetar' a atividade elétrica caótica do miocárdio.

Perguntas Frequentes

Qual a carga inicial de choque na desfibrilação pediátrica?

De acordo com o PALS, a carga inicial para desfibrilação em crianças é de 2 a 4 J/kg. Se o ritmo persistir, as cargas subsequentes devem ser de pelo menos 4 J/kg, podendo chegar a 10 J/kg ou à carga máxima de adulto.

Quando administrar adrenalina em ritmos chocáveis?

Na fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, a adrenalina deve ser administrada após o segundo choque falho, repetindo-se a cada 3 a 5 minutos durante a RCP.

Quais são os ritmos não chocáveis na PCR pediátrica?

Os ritmos não chocáveis são a Assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP). Nestes casos, a prioridade absoluta é o início imediato da RCP de alta qualidade e a administração precoce de adrenalina.

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