Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Paciente de 54 anos, com história de dor torácica súbita, evoluindo com perda de consciência em casa. Os familiares iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar. O SAMU chegou após 6 minutos e evidenciou a presença do DEA do ritmo de fibrilação ventricular. Durante o atendimento, após o 1o choque e manutenção das compressões torácicas, qual é a conduta adequada?
VF/TVSP → Choque → 2 min RCP → Adrenalina (após 2º choque) → Amiodarona (após 3º).
Em ritmos chocáveis (VF/TVSP), a prioridade é o choque imediato seguido de 2 minutos de RCP ininterrupta. A adrenalina é administrada após o segundo choque e a cada 3-5 minutos subsequentes.
O manejo da Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ambiente extra-hospitalar ou intra-hospitalar segue as diretrizes do ACLS. Para ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem pulso), o sucesso da reversão depende da precocidade do choque e da manutenção da perfusão via compressões torácicas. A adrenalina atua via receptores alfa-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição periférica e aumentando a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante a RCP. A ênfase atual reside em minimizar interrupções nas compressões (fração de compressão > 60%) e garantir o retorno da circulação espontânea (ROSC) através de um ciclo coordenado de intervenções elétricas, manuais e farmacológicas.
No algoritmo de ritmos chocáveis, a adrenalina deve ser administrada após o segundo choque, caso a arritmia persista durante os ciclos de RCP. Diferente dos ritmos não chocáveis (assistolia/AESP), onde a adrenalina é dada o mais rápido possível, na VF a prioridade inicial é a desfibrilação e compressões de qualidade.
O choque despolariza o miocárdio, mas o coração leva tempo para retomar uma atividade mecânica efetiva. Interromper as compressões para checar pulso reduz drasticamente a perfusão cerebral e coronariana. O protocolo exige 2 minutos de RCP antes de qualquer reavaliação de ritmo ou pulso.
Amiodarona (300mg inicial) ou Lidocaína (1-1,5 mg/kg) são indicadas para VF ou TV sem pulso refratárias, geralmente administradas após o terceiro choque. Elas auxiliam na estabilização do ritmo cardíaco após tentativas falhas de desfibrilação e vasopressores.
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