UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Homem de 54 anos, portador de doença arterial coronária crônica, apresenta, após intensa emoção, dor torácica precordial e perda da consciência. Os pulsos periféricos não são perceptíveis e a pressão arterial não foi percebida. O mecanismo provável da parada é:
DAC + dor torácica + perda de consciência + PCR → Fibrilação Ventricular (FV) é o ritmo mais provável.
Em pacientes com doença arterial coronariana (DAC) e um evento agudo como dor torácica e perda de consciência, a fibrilação ventricular (FV) é o ritmo de parada cardíaca mais comum e provável, especialmente em cenários de isquemia miocárdica aguda ou estresse emocional que precipitam arritmias malignas.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica grave, e a identificação do ritmo subjacente é crucial para o manejo adequado. Em pacientes com doença arterial coronariana (DAC), a isquemia miocárdica é um fator de risco significativo para arritmias ventriculares malignas. A fibrilação ventricular (FV) é o ritmo de parada cardíaca mais comum em adultos, especialmente naqueles com cardiopatia estrutural, como a DAC, e é responsável pela maioria dos casos de morte súbita cardíaca. Eventos como intensa emoção podem precipitar um desequilíbrio autonômico, aumentando a demanda miocárdica e a instabilidade elétrica em um coração já comprometido. A FV é caracterizada por atividade elétrica caótica e ineficaz dos ventrículos, resultando na ausência de contração miocárdica efetiva e, consequentemente, na ausência de pulso e pressão arterial. Clinicamente, o paciente apresenta perda súbita de consciência, ausência de respiração e ausência de pulsos. É um ritmo chocável, o que significa que a desfibrilação elétrica imediata é a intervenção mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco organizado e salvar a vida do paciente. O tempo é crítico; cada minuto de atraso na desfibrilação diminui as chances de sobrevivência. O manejo da PCR por FV segue o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), que inclui compressões torácicas de alta qualidade, ventilações, desfibrilação precoce e administração de medicamentos como epinefrina e antiarrítmicos (amiodarona ou lidocaína) após choques iniciais. A identificação rápida da FV e a intervenção imediata são pilares para melhorar o prognóstico desses pacientes. A prevenção primária e secundária da DAC também desempenha um papel fundamental na redução da incidência de FV.
Os ritmos de parada cardiorrespiratória chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP), que respondem à desfibrilação elétrica.
A doença arterial coronariana predispõe a isquemia miocárdica, que pode criar áreas de reentrada elétrica e instabilidade, levando ao surgimento de arritmias ventriculares malignas como a FV.
Os sinais incluem perda súbita de consciência, ausência de pulsos centrais e periféricos, ausência de respiração ou respiração agônica, e no ECG, um traçado caótico e irregular sem complexos QRS definidos.
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