Desfibrilação em PCR com Marca-passo: Guia Rápido

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023

Enunciado

Homem de 76 anos chega à emergência desacordado. Ao avaliá-lo, percebe-se que é portador de marca-passo unicameral por histórico de bloqueio átrio ventricular total prévio e está em parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular. Assinale a alternativa adequada para o atendimento desse paciente.

Alternativas

  1. A) Manejar com massagem cardíaca, sendo contraindicada desfibrilação pelo fato de o paciente ser portador de marca-passo.
  2. B) Utilizar antiarrítmicos por via parenteral como primeira medicação durante a reanimação desse paciente pelo fato de não ser possível a desfibrilação elétrica.
  3. C) Proceder à desfibrilação, independentemente da presença de marca-passo prévio.
  4. D) Encaminhar o paciente ao cateterismo cardíaco de urgência, antes de qualquer manobra de reanimação, visto que a causa provável da fibrilação ventricular é infarto do miocárdio.

Pérola Clínica

PCR por FV em paciente com marca-passo → desfibrilar normalmente, sem contraindicações.

Resumo-Chave

A presença de um marca-passo cardíaco não é uma contraindicação para a desfibrilação em caso de parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular. O protocolo de ACLS deve ser seguido, e a desfibrilação precoce é crucial para a sobrevida.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) por fibrilação ventricular (FV) é uma emergência médica que exige intervenção imediata, sendo a desfibrilação precoce a medida mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco organizado. Em pacientes portadores de marca-passo cardíaco, surge frequentemente a dúvida sobre a segurança e a eficácia da desfibrilação. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam que a presença de um marca-passo não constitui uma contraindicação para a desfibrilação. O protocolo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) deve ser seguido rigorosamente, e a desfibrilação deve ser realizada o mais rápido possível. A preocupação principal é evitar que a energia elétrica do choque passe diretamente através do gerador do marca-passo, o que poderia, teoricamente, danificá-lo ou alterar suas configurações. Para mitigar esse risco, recomenda-se posicionar as pás do desfibrilador de forma a não cobrir o local do implante do marca-passo, utilizando os posicionamentos anterolateral ou anteroposterior padrão. Após a reanimação bem-sucedida, é prudente realizar uma avaliação do marca-passo para verificar sua integridade e funcionamento. No entanto, a prioridade absoluta durante a PCR é a reversão do ritmo chocável. Para residentes, é crucial internalizar que a desfibrilação é uma intervenção salvadora de vidas e não deve ser atrasada ou evitada devido à presença de um marca-passo.

Perguntas Frequentes

A presença de marca-passo contraindica a desfibrilação?

Não, a presença de um marca-passo cardíaco não contraindica a desfibrilação. A desfibrilação é uma medida salvadora de vidas em ritmos chocáveis como a fibrilação ventricular.

Como posicionar as pás do desfibrilador em um paciente com marca-passo?

As pás devem ser posicionadas de forma a evitar o contato direto com o gerador do marca-passo. O posicionamento anterolateral ou anteroposterior padrão é geralmente seguro, garantindo que o choque não passe diretamente sobre o dispositivo.

Quais são os riscos da desfibrilação em pacientes com marca-passo?

Embora a desfibrilação seja geralmente segura, há um pequeno risco de dano ao marca-passo ou de alteração de suas configurações. No entanto, o benefício de reverter a PCR supera largamente esses riscos potenciais. O dispositivo deve ser verificado após a reanimação.

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