Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Durante atendimento de parada cardiorrespiratória em adulto, o ritmo identificado está na imagem a seguir: Qual a conduta imediata correta?
Ritmo chocável (FV/TVSP) → Choque imediato + RCP 2 min + Adrenalina após 2º choque.
Em ritmos chocáveis (FV/TVSP), a prioridade absoluta é a desfibrilação precoce para restaurar o ritmo sinusal, minimizando interrupções nas compressões.
A parada cardiorrespiratória (PCR) exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. Nos ritmos chocáveis, a desfibrilação é o único tratamento capaz de reverter a arritmia maligna e o atraso no choque reduz drasticamente as chances de sobrevivência. O manejo segue o algoritmo do ACLS, priorizando compressões torácicas de alta qualidade e ventilação adequada, intercaladas com a análise do ritmo a cada 2 minutos. O uso de antiarrítmicos como amiodarona ou lidocaína é reservado para casos refratários após o terceiro choque.
Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP). Nestes casos, a atividade elétrica cardíaca é caótica ou ineficaz para gerar débito cardíaco, mas responde à despolarização simultânea das células miocárdicas via choque elétrico para permitir que o marcapasso natural do coração retome o controle.
A adrenalina deve ser administrada após o segundo choque, se o ritmo persistir chocável. A prioridade inicial é o choque e a RCP de alta qualidade. Após o segundo ciclo de 2 minutos de RCP, a droga é infundida para melhorar a perfusão coronariana e cerebral durante as manobras.
Em desfibriladores bifásicos, a carga inicial recomendada é de 120 a 200 Joules, dependendo do fabricante. Se a carga recomendada for desconhecida, utiliza-se a carga máxima disponível. Em desfibriladores monofásicos, a carga padrão é de 360 Joules para todos os choques.
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