Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Paciente de 78 anos, sexo masculino, com história de infarto agudo do miocárdio há 15 anos, foi internado na enfermaria para avaliação de claudicação intermitente com piora progessiva. Durante a internação, apresentou perda súbita de consciência e ausência de pulso central palpável. A monitorização cardíaca revelou fibrilação ventricular. A equipe iniciou a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e desfibrilação imediata, sendo reiniciada a RCP na sequência. Após 2 minutos, foi analisado o ritmo, e a FV persistia. Foi administrado segundo choque e prontamente reiniciada a RCP com compressões. Qual é a próxima medida recomendada segundo as diretrizes atuais de suporte avançado de vida em cardiologia?
FV persistente após 2º choque → Epinefrina 1mg IV/IO imediatamente.
No algoritmo de ritmos chocáveis (FV/TVSP), a epinefrina é administrada após o segundo choque, enquanto os antiarrítmicos entram após o terceiro choque.
O atendimento da parada cardiorrespiratória (PCR) em ritmos chocáveis (FV e TVSP) prioriza a desfibrilação precoce e compressões de alta qualidade. A cada ciclo de 2 minutos, o ritmo é checado e, se persistir chocável, um novo choque é aplicado. A sequência medicamentosa visa aumentar a pressão de perfusão cerebral e coronariana e estabilizar o ritmo cardíaco. A epinefrina atua via receptores alfa-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição periférica e aumentando a pressão diastólica aórtica, o que melhora o fluxo sanguíneo para o miocárdio durante a fase de relaxamento da compressão. O uso criterioso de drogas, seguindo o tempo correto do algoritmo, é essencial para maximizar as chances de Retorno à Circulação Espontânea (RCE).
No ritmo de Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP), a primeira dose de epinefrina (1mg) deve ser administrada após o segundo choque, assim que a RCP for reiniciada. A partir desse momento, a droga deve ser repetida a cada 3 a 5 minutos enquanto durar a ressuscitação.
A amiodarona é o antiarrítmico de escolha para FV ou TVSP que não respondeu à desfibrilação e à vasopressores. Ela deve ser administrada após o terceiro choque. A primeira dose é de 300mg em bolus, seguida por uma segunda dose de 150mg se o ritmo persistir chocável após o ciclo seguinte.
A manutenção da pressão de perfusão coronariana é vital para o sucesso da desfibrilação. As drogas devem ser administradas durante as compressões torácicas, sem interromper o ciclo de 2 minutos, para garantir que a circulação artificial gerada pela RCP leve o fármaco ao sítio de ação sistêmico e cardíaco.
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