UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Dez minutos após uma mulher de 85 anos entrar em colapso, a equipe do SAMU (serviço de atendimento móvel de urgência) chegam e iniciam a RCP pela primeira vez. O monitor mostra Fibrilação Ventricular (amplitude baixa). Quais ações devem ser executadas em seguida conforme as diretrizes da American Heart Association (AHA)?
FV/TV sem pulso → RCP de alta qualidade e desfibrilação precoce são prioridades (AHA).
Em caso de Fibrilação Ventricular (FV), a prioridade é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade e preparar o desfibrilador para a desfibrilação precoce. A desfibrilação é o tratamento definitivo para ritmos chocáveis como a FV.
A Fibrilação Ventricular (FV) é um ritmo de parada cardiorrespiratória (PCR) chocável e representa uma emergência médica que exige intervenção imediata. As diretrizes da American Heart Association (AHA) para Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) enfatizam a importância da RCP de alta qualidade e da desfibrilação precoce como pilares do tratamento. A FV é caracterizada por atividade elétrica caótica e ineficaz do coração, resultando em ausência de pulso e colapso circulatório. No cenário descrito, onde o SAMU chega 10 minutos após o colapso e inicia a RCP, e o monitor mostra FV, a ação mais apropriada é continuar as compressões torácicas de alta qualidade enquanto o desfibrilador é preparado. Embora a desfibrilação seja o tratamento definitivo para FV, a manutenção da perfusão cerebral e coronariana através da RCP é crucial até que o choque possa ser administrado. A intubação e a administração de drogas como a amiodarona são intervenções importantes, mas geralmente seguem a desfibrilação inicial e a continuação da RCP. O objetivo principal é minimizar as interrupções nas compressões torácicas e administrar o primeiro choque o mais rápido possível. Após o choque, a RCP deve ser retomada imediatamente por dois minutos antes de uma nova avaliação do ritmo. A compreensão e aplicação rigorosa dessas diretrizes são essenciais para maximizar as chances de retorno à circulação espontânea e sobrevivência com bom desfecho neurológico em pacientes com PCR por FV.
A desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz para interromper a Fibrilação Ventricular e restaurar um ritmo cardíaco organizado. A cada minuto de atraso na desfibrilação, a chance de sobrevivência diminui significativamente, tornando-a uma prioridade máxima.
Se houver um atraso significativo na chegada do desfibrilador ou no início da RCP, iniciar as compressões torácicas de alta qualidade pode melhorar a perfusão coronariana e cerebral, aumentando a probabilidade de sucesso da desfibrilação e de um bom resultado neurológico.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso). Para esses ritmos, a desfibrilação é a terapia primária e mais eficaz.
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