HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Você está de plantão e recebe um paciente inconsciente na sala de emergência. A família refere que ele foi encontrado assim há 10 minutos. Verifica que o paciente não respira e não possui pulso e inicia as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Quando o desfibrilador chega você posiciona as pás e obtém o seguinte traçado:Qual a conduta mais adequada, considerando que seu desfibrilador é monofásico?
FV em PCR → desfibrilação imediata, choque não sincronizado 360J (monofásico).
Em casos de parada cardiorrespiratória por ritmos chocáveis como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), a desfibrilação é a intervenção mais crítica. O choque deve ser não sincronizado e, em desfibriladores monofásicos, a energia recomendada é de 360 Joules.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica grave com alta mortalidade. A fibrilação ventricular (FV) é um dos ritmos mais comuns e chocáveis que levam à PCR, caracterizada por atividade elétrica caótica no coração, impedindo o bombeamento eficaz de sangue. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para o prognóstico do paciente. O diagnóstico de FV é feito através do monitor cardíaco, que mostra um traçado irregular e sem ondas P, QRS ou T discerníveis. A conduta inicial em PCR por FV é a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e a desfibrilação precoce. A desfibrilação é o tratamento definitivo para a FV, visando interromper a atividade elétrica caótica e permitir que o nó sinusal retome o controle. Em desfibriladores monofásicos, a energia recomendada para o choque é de 360 Joules. É fundamental que o choque seja não sincronizado, pois a sincronização é utilizada apenas em taquiarritmias com pulso. Após cada choque, a RCP deve ser reiniciada imediatamente por dois minutos antes de uma nova avaliação do ritmo. A adesão aos protocolos do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) é essencial para otimizar as chances de sobrevida.
Os ritmos chocáveis na PCR são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Estes ritmos requerem desfibrilação imediata para restaurar a atividade elétrica organizada do coração.
A desfibrilação é um choque não sincronizado usado em ritmos de PCR (FV/TVSP) para despolarizar o miocárdio de forma caótica. A cardioversão é um choque sincronizado com a onda R do ECG, usado em taquiarritmias com pulso para evitar o pico da onda T e a indução de FV.
Para desfibriladores monofásicos, a energia recomendada para o choque inicial e subsequentes em ritmos chocáveis é de 360 Joules. Em desfibriladores bifásicos, a energia inicial varia conforme o fabricante, geralmente entre 120-200 Joules.
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