PCR em FV: Desfibrilação, Drogas e Doses Essenciais

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

A reanimação cadiorrespiratória de indivíduos adultos nos impõe a utilização de desfibrilação e medicamentos. Assinale a alternativa correta considerando o ritmo de fibrilação ventricular.

Alternativas

  1. A) Epinefrina e amiodarona podem ser utilizadas a cada ciclo - 2 minutos de intervalo, antes da desfibrilação.
  2. B) Bicarbonato de sódio, na dose de 1 mEq/kg, pode ser utilizado sempre que a presença de acidose metabólica seja presumida.
  3. C) A dose inicial de amiodarona e de 150 mg.
  4. D) A epinefrina deve ser diluída em 9 mL de soro fisiológico antes da aplicação.
  5. E) A lidocaína tem sua dose máxima em 2,25 mg/kg.

Pérola Clínica

FV sem pulso → Desfibrilação imediata + Epinefrina a cada 3-5 min + Amiodarona/Lidocaína após 3º choque.

Resumo-Chave

Na PCR em FV, a desfibrilação é a intervenção mais crítica. A epinefrina é um vasopressor fundamental, enquanto a amiodarona ou lidocaína são antiarrítmicos usados para estabilizar o ritmo após choques iniciais, com doses específicas e máximas a serem respeitadas para evitar toxicidade.

Contexto Educacional

A reanimação cardiopulmonar (RCP) em adultos com fibrilação ventricular (FV) é uma emergência médica que exige intervenção rápida e coordenada. A FV é um ritmo chocável, e a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz para restaurar um ritmo cardíaco organizado. O Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS) estabelece diretrizes claras para o manejo, enfatizando a importância das compressões torácicas de alta qualidade, ventilação e o uso estratégico de medicamentos. A fisiopatologia da FV envolve atividade elétrica caótica no ventrículo, impedindo o bombeamento eficaz do sangue. O diagnóstico é feito por monitorização cardíaca. Após a desfibrilação inicial, a epinefrina é administrada para seus efeitos vasopressores, aumentando a pressão de perfusão coronariana e cerebral. Se a FV persistir após múltiplos choques e epinefrina, antiarrítmicos como amiodarona ou lidocaína são introduzidos para tentar estabilizar o miocárdio e prevenir a recorrência da arritmia. O tratamento da FV na PCR é sequencial e baseado em algoritmos. A amiodarona é administrada em bolus de 300 mg IV/IO, seguida por 150 mg se necessário. A lidocaína é uma alternativa, com dose inicial de 1 a 1,5 mg/kg, seguida por 0,5 a 0,75 mg/kg, com uma dose máxima total acumulada de 3 mg/kg. É crucial que os residentes dominem essas doses e a sequência de intervenções para otimizar os resultados da RCP e evitar erros comuns que podem comprometer a sobrevida do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência de intervenções na fibrilação ventricular sem pulso?

A sequência inclui desfibrilação imediata, compressões torácicas de alta qualidade, ventilação e administração de drogas como epinefrina (a cada 3-5 minutos) e antiarrítmicos (amiodarona ou lidocaína) após o terceiro choque, se o ritmo persistir.

Quando a amiodarona ou lidocaína são indicadas na PCR?

A amiodarona (300 mg IV/IO, seguida de 150 mg se necessário) ou lidocaína (1-1.5 mg/kg IV/IO, seguida de 0.5-0.75 mg/kg) são indicadas para FV/TV sem pulso refratárias após o terceiro choque e administração de epinefrina.

Qual a dose máxima de lidocaína na PCR?

A dose inicial de lidocaína é de 1 a 1,5 mg/kg, seguida por uma segunda dose de 0,5 a 0,75 mg/kg. A dose máxima total acumulada de lidocaína na PCR é de 3 mg/kg, embora a alternativa da questão mencione 2,25 mg/kg como dose máxima, o que pode se referir a um contexto específico ou dose por bolus.

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