Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
De acordo com a seguinte imagem identifique o ritmo:
Fibrilação Ventricular (FV) = Ritmo caótico, sem ondas P ou QRS definidos, linha de base irregular e tremulante, sem pulso.
A Fibrilação Ventricular (FV) é um ritmo de parada cardíaca caracterizado por atividade elétrica ventricular caótica e desorganizada, sem complexos QRS definidos ou ondas P, resultando em ausência de débito cardíaco e pulso. É um ritmo chocável, e a desfibrilação imediata é a intervenção mais crítica para restaurar um ritmo perfusório.
A Fibrilação Ventricular (FV) é uma das arritmias mais letais e uma das principais causas de parada cardíaca súbita. É caracterizada por uma atividade elétrica ventricular caótica e desorganizada, que impede a contração coordenada do miocárdio e, consequentemente, a ejeção de sangue para a circulação. Sem um débito cardíaco eficaz, o paciente entra em colapso circulatório imediato, perdendo a consciência e o pulso. A FV é considerada um ritmo de parada cardíaca chocável, o que significa que a desfibrilação elétrica é a terapia de escolha e mais eficaz para reverter a condição. No eletrocardiograma, a FV se manifesta como um traçado irregular e ondulante, sem ondas P, complexos QRS ou ondas T discerníveis. A linha de base é tremulante, com variações de amplitude e frequência, refletindo a atividade elétrica desorganizada dos ventrículos. A ausência de um padrão rítmico ou de complexos QRS definidos é o sinal mais característico. A fisiopatologia envolve múltiplos focos de reentrada ou atividade ectópica nos ventrículos, que disparam impulsos elétricos de forma descoordenada. O manejo da FV é uma emergência médica que exige intervenção imediata. O protocolo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) preconiza a desfibrilação elétrica o mais rápido possível, idealmente dentro de poucos minutos do início da arritmia, pois a cada minuto de atraso, a chance de sobrevivência diminui drasticamente. Além da desfibrilação, as compressões torácicas de alta qualidade, a ventilação e a administração de medicamentos como epinefrina e amiodarona são componentes essenciais do tratamento. O reconhecimento rápido da FV no ECG e a pronta ação são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes.
No eletrocardiograma, a Fibrilação Ventricular é caracterizada por um ritmo completamente irregular e caótico, sem ondas P ou complexos QRS discerníveis. A linha de base é ondulante e tremulante, com ondas de morfologia e amplitude variáveis, refletindo a atividade elétrica desorganizada dos ventrículos. Não há pulso palpável.
A conduta imediata para um paciente em Fibrilação Ventricular é a desfibrilação elétrica o mais rápido possível, pois é um ritmo chocável. Isso deve ser acompanhado de compressões torácicas de alta qualidade e ventilação, seguindo o protocolo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), com administração de drogas como epinefrina e amiodarona conforme indicado.
A Fibrilação Ventricular é chocável porque, embora o coração esteja eletricamente ativo, essa atividade é desorganizada e não gera um débito cardíaco eficaz. A desfibrilação entrega um choque elétrico que despolariza simultaneamente uma grande massa de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle e restabeleça um ritmo cardíaco organizado e perfusório.
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