Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente na Emergência feito ECG com a seguinte imagem. Tomando como base o diagnóstico anterior o ciclo de ressuscitação cardiopulmonar seria completado com qual alternativa
PCR com ritmo chocável (FV/TVSP) → Desfibrilação imediata é a prioridade máxima para reverter o quadro.
O traçado de ECG sugere Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVSP), ritmos de parada cardiorrespiratória (PCR) que são passíveis de tratamento com choque elétrico. A desfibrilação é a terapia mais eficaz e deve ser realizada o mais rápido possível para aumentar a chance de sobrevida.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é a emergência médica de maior gravidade, exigindo intervenção imediata e sistematizada. O manejo é guiado pelo algoritmo do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), que se baseia na identificação do ritmo cardíaco. Os ritmos são classificados em chocáveis (Fibrilação Ventricular - FV; Taquicardia Ventricular Sem Pulso - TVSP) e não chocáveis (Atividade Elétrica Sem Pulso - AESP; Assistolia). A Fibrilação Ventricular, como a sugerida na questão, é uma atividade elétrica caótica e desorganizada que resulta na ausência de contração cardíaca efetiva. É a causa mais comum de morte súbita em adultos. O tratamento definitivo para a FV e a TVSP é a desfibrilação, um choque elétrico não sincronizado que despolariza todo o miocárdio simultaneamente, permitindo que o marca-passo natural do coração reassuma o controle. O sucesso da ressuscitação em ritmos chocáveis é tempo-dependente. Cada minuto de atraso na desfibrilação reduz a chance de sobrevida em cerca de 10%. Por isso, o algoritmo do ACLS preconiza a desfibrilação como prioridade máxima, seguida imediatamente pela retomada de compressões torácicas de alta qualidade. Fármacos como epinefrina e amiodarona são importantes, mas secundários ao choque elétrico e à RCP eficaz.
Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVSP). Os ritmos não chocáveis são a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e a Assistolia. A identificação correta do ritmo no monitor define a sequência do algoritmo de tratamento.
Imediatamente após a desfibrilação, sem checar pulso ou ritmo, deve-se reiniciar as compressões torácicas de alta qualidade por 2 minutos. A reavaliação do ritmo só é feita ao final desse ciclo de RCP, para minimizar as interrupções nas compressões.
A principal complicação é a persistência do ritmo de PCR. Outras complicações incluem queimaduras na pele no local das pás e, teoricamente, dano miocárdico, embora este seja um risco aceitável diante da necessidade de reverter uma parada cardíaca. O mais importante é garantir a técnica correta (gel, pressão firme, energia adequada).
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