UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Paciente 65 anos, avaliado em consulta ambulatorial, apresenta antecedente de acidente vascular encefálico isquêmico e fibrilação atrial. Previamente hipertenso e com doença vascular periférica. Exames laboratoriais: Creatinina: 1.1mg/dL, Hemoglobina: 12g/dL, Plaquetas: 260.000/mm³ Ecocardiograma: estenose mitral moderada a grave. Com base nas informações, assinale a alternativa CORRETA:
FA com estenose mitral moderada/grave → anticoagulação com AVK (Varfarina) é a única indicada.
Em pacientes com fibrilação atrial e estenose mitral moderada a grave (ou prótese valvar mecânica), a anticoagulação oral com antagonistas da vitamina K (como a Varfarina) é a única terapia anticoagulante recomendada. Os novos anticoagulantes orais (NOACs/DOACs) são contraindicados nesses casos.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum e um importante fator de risco para acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico. A decisão sobre a anticoagulação é fundamental e baseia-se na avaliação do risco tromboembólico (escore CHA2DS2-VASc) e do risco de sangramento (escore HAS-BLED). No entanto, a presença de doença valvar específica, como a estenose mitral moderada a grave ou prótese valvar mecânica, altera significativamente a escolha do anticoagulante. Nesses casos, a FA é classificada como "FA valvar", e as diretrizes são claras: os novos anticoagulantes orais (NOACs ou DOACs), como rivaroxabana, apixabana, dabigatrana e edoxabana, são contraindicados. A única terapia anticoagulante oral recomendada e com evidência para FA valvar é a Varfarina, um antagonista da vitamina K, com um alvo de INR (International Normalized Ratio) entre 2,0 e 3,0. O paciente do enunciado apresenta múltiplos fatores de risco para AVE (idade, HAS, DM, doença vascular periférica, AVEi prévio) e, crucialmente, estenose mitral moderada a grave. Portanto, a anticoagulação é imperativa, e a escolha correta é a Varfarina. A dupla antiagregação não é suficiente para a prevenção de AVE na FA, e a ausência de terapia antitrombótica seria um erro grave.
A fibrilação atrial valvar é caracterizada pela presença de fibrilação atrial em pacientes com estenose mitral moderada a grave ou prótese valvar mecânica. Essa distinção é crucial para a escolha da terapia anticoagulante.
Os Novos Anticoagulantes Orais (NOACs/DOACs) não foram estudados ou demonstraram segurança e eficácia em pacientes com fibrilação atrial valvar (estenose mitral moderada a grave ou prótese mecânica). Nesses casos, o risco de eventos tromboembólicos é maior e a Varfarina é a única opção com evidência.
Para pacientes com fibrilação atrial e estenose mitral moderada a grave, o anticoagulante de escolha é um antagonista da vitamina K, como a Varfarina, com alvo de INR entre 2,0 e 3,0.
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