Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Um homem de 67 anos, com doença coronariana multiarterial, está agendado para cirurgia aberta de revascularização do miocárdio (CRM). Em relação às complicações perioperatórias nessa cirurgia, assinale a alternativa correta.
FA é a arritmia mais comum pós-CRM, afetando até 40% dos pacientes, com impacto na morbidade.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais comum após a Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM), ocorrendo em 20-40% dos pacientes. Ela aumenta o tempo de internação, custos e risco de complicações tromboembólicas, sendo um ponto crítico no manejo pós-operatório.
A Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM) é um procedimento fundamental no tratamento da doença coronariana multiarterial. Embora seja uma cirurgia com resultados geralmente favoráveis, diversas complicações perioperatórias podem ocorrer, impactando a morbidade e a mortalidade. É crucial que residentes e profissionais de cardiologia e cirurgia cardíaca estejam cientes dessas complicações para um manejo adequado. A fibrilação atrial (FA) pós-operatória é a arritmia mais comum após a CRM, afetando uma parcela significativa dos pacientes, com incidência que pode chegar a 40%. Essa complicação aumenta o risco de acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e prolonga o tempo de internação hospitalar. Outras complicações incluem declínio cognitivo pós-operatório, que é mais comum do que se pensa (atingindo uma porcentagem maior que 10% no curto prazo), e insuficiência renal aguda. A mortalidade hospitalar da CRM, ao contrário do que se poderia imaginar, tem diminuído nas últimas décadas, refletindo os avanços na medicina. O manejo das complicações pós-CRM é multifacetado. Para a FA, inclui profilaxia em pacientes de alto risco, controle da frequência cardíaca e, se necessário, cardioversão e anticoagulação. O prognóstico geral da CRM é bom, mas a identificação precoce e o tratamento eficaz das complicações são essenciais para otimizar os resultados. A educação contínua sobre esses aspectos é vital para a prática clínica e a preparação para exames de residência.
A complicação arrítmica mais comum após a CRM é a fibrilação atrial (FA), com incidência que pode variar de 20% a 40% dos pacientes, geralmente ocorrendo nos primeiros dias de pós-operatório.
Fatores de risco incluem idade avançada, história prévia de FA, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca, uso de betabloqueadores pré-operatórios (se retirados abruptamente) e inflamação sistêmica pós-cirúrgica.
A mortalidade hospitalar da Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM) tem, na verdade, diminuído nas últimas duas décadas, devido a avanços nas técnicas cirúrgicas, anestésicas e no manejo pós-operatório, apesar do aumento da complexidade dos pacientes.
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