HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Mulher, 74 anos, tem diagnóstico de fibrilação atrial paroxística. Refere ser portadora de hipertensão arterial sistêmica controlada com anlodipina e diurético tiazídico. Nega diabetes, outras doenças ou internações prévias. A radiografia de tórax evidencia área cardíaca normal. Os exames laboratoriais são normais e não há alergias conhecidas. Em relação à abordagem terapêutica da fibrilação atrial nessa paciente, assinale a alternativa correta.
FA paroxística em mulher > 65 anos com HAS → alto risco de AVC (CHA2DS2-VASc ≥ 2) → anticoagulação plena com DOAC (ex: apixabana 5 mg 12/12h).
A decisão de anticoagular pacientes com fibrilação atrial é baseada no escore CHA2DS2-VASc, que avalia o risco de AVC. Para mulheres com idade > 65 anos e hipertensão, o escore já indica alto risco, necessitando de anticoagulação oral plena, preferencialmente com um anticoagulante oral direto (DOAC).
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, associada a um risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico. A abordagem terapêutica da FA visa principalmente a prevenção do AVC e o controle dos sintomas. A decisão de iniciar a anticoagulação é crucial e baseia-se na estratificação do risco de AVC, utilizando o escore CHA2DS2-VASc. Para a paciente em questão (mulher, 74 anos, hipertensão), o escore CHA2DS2-VASc seria: H (Hipertensão) = 1; A (Idade 65-74 anos) = 1; Sc (Sexo Feminino) = 1. Total: 3 pontos. Um escore ≥ 2 em homens ou ≥ 3 em mulheres (ou ≥ 1 em homens e ≥ 2 em mulheres, dependendo da diretriz) indica a necessidade de anticoagulação oral. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como apixabana, rivaroxabana, dabigatrana e edoxabana, são a primeira escolha para a maioria dos pacientes com FA não valvar, devido à sua eficácia comparável ou superior à varfarina e um perfil de segurança mais favorável, especialmente em relação ao sangramento intracraniano. A dose de apixabana 5 mg a cada 12 horas é a dose padrão para a maioria dos pacientes, com redução para 2,5 mg a cada 12 horas em casos específicos (idade > 80 anos, peso < 60 kg ou creatinina > 1,5 mg/dL, com pelo menos dois desses critérios). A compreensão desses critérios e das doses corretas é vital para a segurança do paciente e para as provas de residência.
O escore CHA2DS2-VASc é utilizado para estratificar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial, orientando a decisão de iniciar a anticoagulação oral.
Os principais fatores de risco são Insuficiência Cardíaca, Hipertensão, Idade ≥ 75 anos (2 pontos), Diabetes Mellitus, AVC/AIT/TE prévio (2 pontos), Doença Vascular, Idade 65-74 anos, Sexo Feminino.
Os DOACs (como apixabana, rivaroxabana, dabigatrana, edoxabana) são frequentemente preferidos à varfarina devido à sua previsibilidade farmacocinética, menor necessidade de monitoramento laboratorial e menor risco de sangramento intracraniano.
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