HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
Considere uma mulher de 66 anos de idade, com história de palpitações e tontura. O ECG mostra um ritmo irregular, sem ondas P discerníveis e complexos QRS estreitos. Nesse caso, o diagnóstico MAIS provável é:
Palpitações + tontura + ECG: ritmo irregular + sem onda P + QRS estreito = Fibrilação Atrial.
A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica, resultando em ausência de ondas P discerníveis e um ritmo ventricular irregularmente irregular com complexos QRS estreitos.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas, especialmente idosos. É caracterizada por uma atividade elétrica atrial desorganizada e rápida, levando a uma contração atrial ineficaz e um ritmo ventricular irregular. A FA aumenta significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Fisiopatologicamente, a FA resulta de múltiplos circuitos de reentrada ou focos ectópicos de alta frequência nos átrios. O diagnóstico é feito principalmente pelo eletrocardiograma (ECG), que revela um ritmo ventricular irregularmente irregular, ausência de ondas P discerníveis (substituídas por ondas fibrilatórias "f") e complexos QRS geralmente estreitos (a menos que haja um bloqueio de ramo preexistente). Os sintomas variam de assintomáticos a palpitações, tontura, dispneia e fadiga. O manejo da FA envolve o controle da frequência cardíaca, o controle do ritmo (se indicado) e, crucialmente, a anticoagulação para prevenção de eventos tromboembólicos, baseada no escore CHA2DS2-VASc. O prognóstico depende do manejo adequado das complicações e comorbidades associadas.
As características incluem um ritmo ventricular irregularmente irregular, ausência de ondas P discerníveis (substituídas por ondas f minúsculas e caóticas) e complexos QRS geralmente estreitos.
Os sintomas comuns incluem palpitações, tontura, fadiga, dispneia e dor torácica. Alguns pacientes podem ser assintomáticos.
Na fibrilação atrial, não há ondas P organizadas e o ritmo é irregularmente irregular. No flutter atrial, observam-se ondas F (dente de serra) e o ritmo ventricular pode ser regular ou irregular, mas com uma condução atrioventricular mais organizada (ex: 2:1, 3:1).
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