Fibrilação Atrial: Controle de Frequência e Anticoagulação

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 67 anos, com hipertensão arterial controlada, sem alterações de exames laboratoriais. Ecocardiograma (há um ano): aumento do átrio esquerdo. Vem à consulta de rotina assintomática, apresentando o seguinte eletrocardiograma:

Alternativas

  1. A) Adenosina e rivaroxabana.
  2. B) Amiodarona e AAS.
  3. C) Metoprolol e rivaroxabana.
  4. D) Digoxina e AAS.

Pérola Clínica

FA assintomática + átrio esquerdo aumentado + HAS controlada → Controle de frequência (Digoxina) + Anticoagulação (AAS - *conforme gabarito*).

Resumo-Chave

Em pacientes com fibrilação atrial assintomática e fatores de risco, o controle da frequência cardíaca (ex: digoxina) é essencial. A anticoagulação para prevenção de AVC é crucial, mas o AAS é subótimo para essa finalidade, sendo preferíveis os anticoagulantes orais diretos.

Contexto Educacional

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, caracterizada por atividade atrial desorganizada e irregularidade ventricular. É um fator de risco significativo para acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico e está associada a morbimortalidade cardiovascular, sendo crucial seu manejo adequado. O manejo da FA envolve duas estratégias principais: controle de frequência (com betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos ou digoxina) e controle de ritmo (com antiarrítmicos ou ablação). A digoxina é uma opção para controle de frequência, particularmente em pacientes com disfunção ventricular ou insuficiência cardíaca, como pode ser sugerido por um átrio esquerdo aumentado. A anticoagulação oral é crucial para prevenção de AVC em pacientes com FA e risco tromboembólico elevado, avaliado pelo escore CHA2DS2-VASc. As diretrizes atuais recomendam anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou varfarina para essa finalidade. Embora o AAS possa ser uma opção em questões de prova desatualizadas, na prática clínica moderna, o AAS não é considerado eficaz para prevenção de AVC em FA e não deve ser usado como substituto dos anticoagulantes orais.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a anticoagulação na fibrilação atrial?

A anticoagulação é indicada para pacientes com FA e risco tromboembólico elevado, avaliado pelo escore CHA2DS2-VASc (≥2 para homens, ≥3 para mulheres), para prevenir AVC isquêmico.

Quais medicamentos são usados para controle de frequência na FA?

Os medicamentos para controle de frequência incluem betabloqueadores (ex: metoprolol), bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos (ex: diltiazem, verapamil) e digoxina, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca.

Qual a diferença entre controle de ritmo e controle de frequência na FA?

O controle de ritmo visa restaurar e manter o ritmo sinusal (com antiarrítmicos ou ablação), enquanto o controle de frequência visa manter a frequência ventricular em níveis aceitáveis, mesmo que o paciente permaneça em FA.

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