CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Mulher, 65 anos, hipertensa em uso de anlodipino 10mg/dia e losartana 50mg 12/12hs, refere episódios de palpitações com início há quatro meses, por vezes acompanhados de leve dispneia. Não relata relação com esforços ou outros fatores desencadeantes. Nega angina, síncope, ortopneia ou dispneia aos esforços. Nega etilismo ou tabagismo. Exame físico: bom estado geral, consciente, eupneica, bulhas cardíacas com ritmo irregular, FC: 52 bpm e PA: 140x80 mmHg, com restante do exame sem alterações. Eletrocardiograma vide figura abaixo. A melhor estratégia terapêutica para este paciente é:
Ritmo irregular + FC 52 bpm + PA 140x80 mmHg em mulher 65 anos → FA com baixa resposta ventricular. Avaliar CHA2DS2-VASc e HAS-BLED para anticoagulação.
A paciente apresenta um ritmo irregular com baixa frequência cardíaca (52 bpm), sugestivo de fibrilação atrial com baixa resposta ventricular. O manejo inicial envolve a avaliação do risco tromboembólico (CHA2DS2-VASc) e do risco de sangramento (HAS-BLED) para determinar a necessidade e segurança da anticoagulação oral, que é a pedra angular na prevenção de AVC na FA.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, resultando em contrações atriais ineficazes. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de comorbidades como hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca. A principal complicação da FA é o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, devido à formação de trombos no átrio esquerdo. O diagnóstico é confirmado por eletrocardiograma, que revela um ritmo irregularmente irregular e ausência de ondas P. O manejo da FA envolve o controle da frequência cardíaca, o controle do ritmo (se indicado) e, crucialmente, a prevenção de eventos tromboembólicos. A decisão de anticoagular é baseada na estratificação de risco tromboembólico, utilizando o escore CHA2DS2-VASc, e na avaliação do risco de sangramento, com o escore HAS-BLED. A anticoagulação oral, seja com antagonistas da vitamina K ou anticoagulantes orais diretos, é a pedra angular na prevenção de AVC em pacientes com FA e risco elevado, sendo uma prioridade no manejo.
O diagnóstico de fibrilação atrial é feito por eletrocardiograma, que mostra um ritmo irregularmente irregular, ausência de ondas P discerníveis e a presença de ondas f (fibrilatórias) com frequência atrial muito alta.
O escore CHA2DS2-VASc avalia o risco de eventos tromboembólicos (AVC), enquanto o HAS-BLED avalia o risco de sangramento. Ambos são cruciais para guiar a decisão sobre a necessidade e segurança da anticoagulação oral, balanceando riscos e benefícios.
A anticoagulação oral é fundamental na fibrilação atrial para prevenir a formação de trombos no átrio esquerdo, que podem embolizar e causar acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos, a complicação mais temida da FA.
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