TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Paciente de 52 anos procura serviço médico para acompanhamento. Refere que há 6 meses apresenta quadros recorrentes de palpitação, sendo documentada fibrilação atrial paroxística. No momento, encontra-se assintomático em ritmo sinusal e não há evidência de doença cardíaca subjacente. A droga antiarrítmica mais indicada para a manutenção do ritmo sinusal neste paciente é a:
FA paroxística + Coração normal → Propafenona ou Flecainida para manter ritmo.
Em pacientes sem cardiopatia estrutural, os antiarrítmicos da classe IC são preferíveis à Amiodarona devido ao menor perfil de toxicidade a longo prazo.
A estratégia de controle de ritmo na Fibrilação Atrial visa restaurar e manter o ritmo sinusal para melhorar sintomas. Segundo as diretrizes, a escolha do antiarrítmico é guiada pela presença de cardiopatia estrutural. A Propafenona atua bloqueando canais de sódio e possui leve efeito betabloqueador. Em pacientes sem doença estrutural, ela é altamente eficaz. É crucial excluir isquemia miocárdica antes de iniciar classe IC, conforme demonstrado pelo estudo CAST.
A Amiodarona é um antiarrítmico potente, mas carrega um alto risco de efeitos colaterais extracardíacos a longo prazo (tireoidianos, pulmonares, hepáticos). Em pacientes sem cardiopatia estrutural, drogas da classe IC, como a Propafenona, são eficazes para o controle do ritmo e possuem um perfil de segurança superior para uso crônico, desde que não haja isquemia ou disfunção ventricular.
A Propafenona é contraindicada em pacientes com doença arterial coronariana (pós-IAM), insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou hipertrofia ventricular esquerda significativa. Nesses cenários, o risco de proarritmia aumenta drasticamente, tornando a Amiodarona ou o Sotalol opções mais seguras.
O Atenolol e outros betabloqueadores são utilizados primariamente para o controle da frequência cardíaca (rate control), reduzindo a resposta ventricular durante os episódios de FA. Embora ajudem a prevenir paroxismos em alguns casos adrenérgicos, não são as drogas de escolha para a manutenção ativa do ritmo sinusal comparados aos antiarrítmicos específicos.
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