HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Homem de 60 anos com fibrilação atrial crônica, sem uso de medicação, apresenta episódios de tonturas e síncopes. No momento está assintomático. EF: PA = 110 x 55 mmHg, pulso arrítmico, bulhas arrítmicas, normofonéticas, sem sopros e sem sinais clínicos de insuficiência cardíaca. ECG: FC = 40 bpm, fibrilação atrial, sem extrassístoles ventriculares. A MELHOR conduta é:
Fibrilação atrial crônica + bradicardia sintomática (síncope/tontura) = Marcapasso definitivo.
Paciente com fibrilação atrial crônica e bradicardia sintomática (FC 40 bpm, tonturas e síncopes) tem indicação clara para implante de marcapasso definitivo. A bradicardia é a causa dos sintomas, e o marcapasso irá garantir uma frequência cardíaca adequada, aliviando os sintomas.
A fibrilação atrial crônica é uma arritmia comum que pode apresentar diversas manifestações clínicas. Em alguns pacientes, a resposta ventricular pode ser excessivamente lenta, levando a bradicardia. Quando essa bradicardia é sintomática, causando tonturas, pré-síncope ou síncope, torna-se uma condição que exige intervenção. Este cenário é frequentemente denominado "síndrome bradicardia-taquicardia" se houver alternância com episódios de taquicardia, ou simplesmente bradicardia sintomática. A fisiopatologia da bradicardia na fibrilação atrial pode envolver disfunção do nó atrioventricular ou do nó sinusal (no caso de síndrome bradicardia-taquicardia), que não consegue conduzir adequadamente os impulsos atriais para os ventrículos. A baixa frequência cardíaca resultante compromete o débito cardíaco, levando aos sintomas de hipoperfusão cerebral e sistêmica. A conduta para pacientes com fibrilação atrial crônica e bradicardia sintomática é o implante de marcapasso definitivo. O marcapasso irá garantir uma frequência cardíaca mínima adequada, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida. É importante diferenciar esta indicação de outras terapias como o ressincronizador cardíaco (para insuficiência cardíaca com dessincronia) ou o cardiodesfibrilador implantável (para prevenção de morte súbita por arritmias ventriculares malignas), que não se aplicam a este caso de bradicardia pura.
Um marcapasso definitivo é indicado quando a fibrilação atrial cursa com bradicardia sintomática (tontura, síncope, fadiga), especialmente se a bradicardia não for reversível ou for iatrogênica por medicações necessárias para controle de frequência.
O marcapasso definitivo trata bradicardias. O ressincronizador (Terapia de Ressincronização Cardíaca - TRC) é para insuficiência cardíaca com disfunção de VE e dessincronia. O CDI (Cardiodesfibrilador Implantável) previne morte súbita por taquiarritmias ventriculares malignas.
Os sintomas incluem síncope, pré-síncope (tontura), fadiga, dispneia aos esforços e intolerância a exercícios, todos relacionados à baixa frequência cardíaca.
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