Fibrilação Atrial: Controle de Frequência Cardíaca

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em pacientes com fibrilação atrial crônica, para reduzir a frequência cardíaca, NÃO se utiliza

Alternativas

  1. A) metoprolol.
  2. B) amiodarona.
  3. C) anlodipina.
  4. D) verapamil.

Pérola Clínica

Para controle de FC na FA crônica, NÃO se usa anlodipina (diidropiridínico); usar betabloqueadores ou BCC não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem).

Resumo-Chave

Na fibrilação atrial crônica, o controle da frequência cardíaca é um pilar do tratamento. Betabloqueadores (como metoprolol) e bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (como verapamil e diltiazem) são as classes de drogas mais utilizadas para essa finalidade. A amiodarona, embora seja um antiarrítmico, também pode ser usada para controle de frequência em situações específicas. A anlodipina, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, não é eficaz para controle de frequência na FA.

Contexto Educacional

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, levando a uma resposta ventricular rápida e irregular. O manejo da FA geralmente envolve duas estratégias principais: controle de ritmo (tentar restaurar e manter o ritmo sinusal) e controle de frequência (reduzir a frequência ventricular para aliviar sintomas e prevenir taquicardiomiopatia). Para o controle de frequência cardíaca na FA crônica, as opções farmacológicas visam principalmente diminuir a condução através do nó atrioventricular (AV), que é a principal via de transmissão dos impulsos atriais para os ventrículos. As classes de medicamentos mais eficazes para este propósito são os betabloqueadores (como metoprolol, atenolol, bisoprolol) e os bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (como verapamil e diltiazem). Ambos atuam lentificando a condução nodal AV. É crucial diferenciar os bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos (como anlodipina, nifedipina, felodipina) dos não diidropiridínicos. Os diidropiridínicos atuam predominantemente nos vasos sanguíneos, causando vasodilatação e são usados para hipertensão e angina, mas têm efeito mínimo ou nulo na condução nodal AV e, portanto, não são indicados para controle de frequência na FA. A amiodarona, embora seja um antiarrítmico de classe III, também possui propriedades que lentificam a condução nodal AV e pode ser usada para controle de frequência em casos selecionados, especialmente em pacientes com disfunção ventricular.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais classes de medicamentos para controle de frequência na fibrilação atrial?

As principais classes são os betabloqueadores (ex: metoprolol, atenolol) e os bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (ex: verapamil, diltiazem). A digoxina também pode ser usada, especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca.

Por que a anlodipina não é utilizada para controle de frequência na FA?

A anlodipina é um bloqueador dos canais de cálcio diidropiridínico, que atua predominantemente nos vasos sanguíneos, causando vasodilatação. Ela tem pouco ou nenhum efeito no nó atrioventricular e, portanto, não é eficaz para reduzir a frequência cardíaca na fibrilação atrial.

Em que situações a amiodarona pode ser usada para controle de frequência na FA?

A amiodarona é um antiarrítmico potente, geralmente reservada para controle de ritmo. No entanto, pode ser usada para controle de frequência em pacientes com FA e disfunção ventricular esquerda grave ou quando outras opções falharam, devido aos seus efeitos no nó AV.

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