SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Paciente dá entrada no setor de emergência com palpitações e dispneia. Apresenta- se taquicárdico, com PA: 130 x 80 e com crepitações em terço médio pulmonar. A monitorização apresenta o seguinte traçado, qual a melhor conduta? (VER IMAGEM)
FA instável (hipotensão, choque, EAP, isquemia, alteração nível consciência) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A presença de sinais de instabilidade hemodinâmica, como edema agudo de pulmão (crepitações pulmonares e dispneia), em um paciente com fibrilação atrial, exige cardioversão elétrica sincronizada de emergência para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de comorbidades como hipertensão, insuficiência cardíaca e doença valvar. A FA pode ser assintomática ou manifestar-se com palpitações, dispneia, fadiga e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica. É uma condição de grande importância clínica devido ao risco de eventos tromboembólicos e insuficiência cardíaca. A fisiopatologia da FA envolve múltiplos fatores, incluindo remodelação atrial, fibrose e ativação de vias elétricas anormais. O diagnóstico é feito por eletrocardiograma (ECG) que mostra ausência de ondas P organizadas e intervalos RR irregulares. A suspeita de instabilidade hemodinâmica surge com sinais como hipotensão, choque, edema agudo de pulmão (crepitações pulmonares, dispneia), dor torácica isquêmica ou alteração do nível de consciência. O tratamento da FA depende da estabilidade hemodinâmica. Em pacientes instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente. Em pacientes estáveis, o manejo pode envolver controle de frequência cardíaca (com betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio), controle de ritmo (com antiarrítmicos ou cardioversão elétrica eletiva) e anticoagulação para prevenção de AVC. A identificação precoce da instabilidade é crucial para um desfecho favorável.
Os critérios incluem hipotensão, sinais de choque, edema agudo de pulmão, isquemia miocárdica aguda e alteração do nível de consciência. A presença de qualquer um desses indica a necessidade de intervenção imediata.
A cardioversão elétrica é o método mais rápido e eficaz para restaurar o ritmo sinusal e reverter a instabilidade hemodinâmica, sendo crucial em situações de emergência para evitar a progressão do quadro clínico.
O atraso pode levar à progressão do choque, piora do edema agudo de pulmão, isquemia miocárdica grave e aumento da morbimortalidade, tornando a intervenção precoce um fator crítico para o prognóstico.
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