Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Frente ao diagnóstico de fibrilação atrial (FA) < 24 horas, com Instabilidade hemodinâmica a conduta será:
Fibrilação Atrial (FA) + Instabilidade Hemodinâmica (hipotensão, choque, angina) = Cardioversão Elétrica Sincronizada IMEDIATA.
Em qualquer taquiarritmia que cause instabilidade, a prioridade absoluta é restaurar o ritmo sinusal para melhorar o débito cardíaco. A cardioversão elétrica sincronizada é o método mais rápido e eficaz, sendo o tratamento de emergência padrão, superior a qualquer terapia farmacológica que é mais lenta e pode piorar a hipotensão.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica. Quando associada a uma resposta ventricular muito rápida, pode levar a uma queda significativa do débito cardíaco, resultando em instabilidade hemodinâmica. Esta é uma emergência médica que exige intervenção imediata. Os critérios de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão, alteração do estado mental, dor torácica isquêmica, ou sinais de insuficiência cardíaca aguda. A fisiopatologia da instabilidade na FA de alta resposta se deve à perda da contração atrial efetiva e ao tempo de enchimento diastólico ventricular muito curto, que comprometem o volume sistólico e, consequentemente, o débito cardíaco. De acordo com os protocolos de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), a conduta para qualquer taquicardia (seja de QRS estreito ou largo) que cause instabilidade hemodinâmica é a cardioversão elétrica sincronizada imediata. A sedação deve ser administrada se o paciente estiver consciente e o tempo permitir, mas não deve atrasar o procedimento. A energia inicial recomendada para FA é de 120-200 Joules em um desfibrilador bifásico. Abordagens farmacológicas são reservadas para pacientes estáveis.
Os principais sinais de instabilidade são: hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), alteração do nível de consciência, sinais de choque (pele fria, pegajosa), dor torácica isquêmica (angina) ou insuficiência cardíaca aguda (edema agudo de pulmão).
A sincronização (modo 'SYNC') faz com que o desfibrilador libere o choque elétrico sobre a onda R do complexo QRS. Isso evita que o choque seja aplicado durante o período vulnerável do ciclo cardíaco (onda T), o que poderia induzir uma arritmia ventricular mais grave, como a fibrilação ventricular.
A instabilidade hemodinâmica é uma emergência que se sobrepõe ao risco de tromboembolismo. A cardioversão elétrica não deve ser adiada para realizar ecocardiograma transesofágico ou esperar o efeito da anticoagulação. A prioridade é salvar a vida do paciente, e a anticoagulação deve ser iniciada assim que possível após a estabilização.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo