HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 65 anos, portadora de HAS, dá entrada em PS com dor de forte intensidade em perna esquerda há 2 horas, não conseguindo deambular. Nega dor ou fadiga ao deambular previamente. Ao exame, apresenta ritmo cardíaco irregular, com FC = 96bpm, palidez e frialdade a partir da metade distal da coxa esquerda, com ausência de pulsos poplíteo, tibial posterior e pedioso esquerdos. Monitorização evidencia intervalo R-R irregular e ausência de onda P. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e tratamento de escolha?
Dor súbita + 5 Ps (dor, palidez, parestesia, paralisia, pulso ausente) + FA = Obstrução arterial aguda embólica.
A presença de ritmo cardíaco irregular com ausência de onda P e intervalo R-R irregular é clássica de fibrilação atrial (FA). A dor súbita, palidez, frialdade e ausência de pulsos em membro inferior são sinais cardinais de isquemia arterial aguda, provavelmente embólica devido à FA. O tratamento de escolha é a revascularização de urgência.
A obstrução arterial aguda de membro é uma emergência vascular que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar a perda do membro. Caracteriza-se por dor súbita e intensa, palidez, frialdade, parestesia, paralisia e ausência de pulsos distais. A principal causa é a embolia, frequentemente originada de uma fonte cardíaca, como a fibrilação atrial (FA), ou de trombose in situ em artérias previamente doentes. A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum e um fator de risco significativo para eventos tromboembólicos. A ausência de onda P e o ritmo R-R irregular no eletrocardiograma são achados característicos. A estase sanguínea nos átrios fibrilantes favorece a formação de trombos, que podem se desprender e viajar até o sistema arterial periférico, causando isquemia aguda. O tratamento da obstrução arterial aguda é uma emergência cirúrgica. Após a heparinização sistêmica inicial, a revascularização do membro afetado deve ser realizada o mais rápido possível, geralmente por embolectomia cirúrgica ou trombólise, para restaurar o fluxo sanguíneo e preservar a viabilidade do membro. O prognóstico depende diretamente do tempo entre o início dos sintomas e a revascularização.
Os sinais e sintomas clássicos da isquemia arterial aguda são conhecidos como os "5 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia (paresthesia), paralisia (paralysis) e ausência de pulso (pulselessness).
A fibrilação atrial causa estase sanguínea nos átrios, favorecendo a formação de trombos. Esses trombos podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, causando obstrução arterial aguda em outros órgãos, como os membros.
A conduta inicial em caso de suspeita de obstrução arterial aguda é a heparinização sistêmica para prevenir a propagação do trombo, seguida de avaliação urgente para revascularização, que pode ser cirúrgica (embolectomia) ou endovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo