UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Com relação à Fibrilação Atrial (FA), assinale a alternativa correta.
FA é a arritmia sustentada mais comum, ↑ risco de AVC (20%), frequente em >80 anos, 1/3 assintomática.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia sustentada mais prevalente, com incidência crescente com a idade, especialmente após os 80 anos. É uma causa significativa de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, sendo responsável por aproximadamente 20% dos casos, e pode ser assintomática em uma parcela considerável dos pacientes.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum na prática clínica, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, resultando em contração atrial ineficaz. Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, afetando uma parcela significativa da população idosa, especialmente acima dos 80 anos. A FA é uma condição de grande impacto na saúde pública devido às suas complicações. Uma das complicações mais temidas da FA é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, pois a estase sanguínea nos átrios pode levar à formação de trombos que, ao se desprenderem, podem causar embolia sistêmica. A FA é responsável por aproximadamente 20% de todos os AVCs isquêmicos. Além disso, a FA pode ser assintomática em cerca de um terço dos pacientes, o que dificulta o diagnóstico e atrasa o início da anticoagulação, aumentando o risco de eventos tromboembólicos. O manejo da FA envolve estratégias de controle de ritmo ou frequência, além da crucial anticoagulação para prevenção de AVC, guiada por scores de risco como o CHA2DS2-VASc. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs/NOACs) são preferidos em muitos casos, mas a varfarina ainda tem seu papel. A compreensão da epidemiologia, fisiopatologia e manejo da FA é essencial para todos os profissionais de saúde.
A Fibrilação Atrial é um fator de risco independente e significativo para o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, sendo responsável por aproximadamente 20% de todos os AVCs. A estase sanguínea no átrio esquerdo leva à formação de trombos que podem embolizar para o cérebro.
Os principais scores de risco para eventos tromboembólicos na FA são o CHADS2 e, mais comumente, o CHA2DS2-VASc. O CHA2DS2-VASc inclui critérios como insuficiência cardíaca, hipertensão, idade, diabetes, AVC/AIT prévio, doença vascular, sexo feminino.
As opções para controle de frequência cardíaca na FA incluem betabloqueadores (metoprolol, carvedilol), bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (diltiazem, verapamil) e digoxina. A amiodarona é uma opção para controle de ritmo, mas pode ser usada para frequência em casos específicos.
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