FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Para os pacientes estáveis, com FA (Fibrilação Atrial) persistente, que vão se submeter à cardioversão elétrica ou química, recomenda-se a ACO (Anticoagulante Oral) por pelo menos 3 semanas antes e 4 semanas após cardioversão na faixa terapêutica (RNI entre 2 a 3). Somente está ERRADO o item:
Cardioversão FA: ACO por ≥ 3 semanas pré e ≥ 4 semanas pós. Manutenção da ACO pós 4 semanas → CHA2DS2-VASc.
Para pacientes com fibrilação atrial persistente submetidos à cardioversão, a anticoagulação oral é mandatória por pelo menos 3 semanas antes e 4 semanas após o procedimento, independentemente do escore CHA2DS2-VASc, devido ao risco de 'atrial stunning' e formação de trombos. A decisão de manter a ACO a longo prazo é que se baseia no CHA2DS2-VASc, mas somente após as 4 semanas pós-cardioversão.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, associada a um risco significativo de eventos tromboembólicos. Em pacientes com FA persistente que serão submetidos à cardioversão (elétrica ou química), a estratégia de anticoagulação é fundamental para prevenir complicações. As diretrizes atuais recomendam a anticoagulação oral (ACO) por pelo menos três semanas antes da cardioversão e por no mínimo quatro semanas após o procedimento. Este período pós-cardioversão é crucial devido ao fenômeno de 'atrial stunning', uma disfunção mecânica do átrio que pode persistir por semanas, mesmo após o restabelecimento do ritmo sinusal, aumentando o risco de formação de trombos e embolia. Após as quatro semanas de anticoagulação pós-cardioversão, a decisão sobre a manutenção da ACO a longo prazo deve ser baseada na avaliação individual do risco tromboembólico do paciente, utilizando escores como o CHA2DS2-VASc. É importante ressaltar que o flutter atrial possui considerações de anticoagulação semelhantes às da FA, devido ao risco comparável de eventos tromboembólicos.
Recomenda-se anticoagulação oral por pelo menos 3 semanas antes da cardioversão e por no mínimo 4 semanas após o procedimento, mantendo o RNI entre 2 e 3 para antagonistas da vitamina K.
Após a cardioversão, o átrio pode apresentar 'atrial stunning', uma disfunção mecânica que persiste por algumas semanas, aumentando o risco de formação de trombos e eventos tromboembólicos, mesmo na ausência de FA.
O escore CHA2DS2-VASc é utilizado para avaliar o risco de acidente vascular cerebral e decidir a necessidade de anticoagulação a longo prazo, após o período obrigatório de 4 semanas pós-cardioversão.
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