Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Paciente de 65 anos, com histórico de hipertensão arterial controlada, foi diagnosticado com fibrilação atrial (FA) há 2 meses. Não há relato de AVC prévio, insuficiência cardíaca ou doença arterial coronariana. Considerando as diretrizes atuais e os principais fatores de risco associados à anticoagulação em pacientes com FA, qual seria a melhor conduta para manejo anticoagulante desse paciente?
FA: CHA₂DS₂-VASc ≥ 2 (homens) ou ≥ 3 (mulheres) → DOACs preferencialmente, avaliando HAS-BLED.
A decisão de anticoagular pacientes com FA é baseada na avaliação do risco tromboembólico (CHA₂DS₂-VASc) e do risco de sangramento (HAS-BLED). Para a maioria dos pacientes com alto risco de AVC, os DOACs são a primeira escolha devido à sua eficácia e perfil de segurança superior à varfarina.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, associada a um risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A prevenção do AVC é um pilar fundamental no manejo da FA, sendo a anticoagulação oral a estratégia mais eficaz. A decisão de iniciar a anticoagulação é baseada na estratificação do risco tromboembólico, classicamente realizada pelo escore CHA₂DS₂-VASc. Pacientes com escore ≥ 2 (homens) ou ≥ 3 (mulheres) geralmente se beneficiam da anticoagulação. Simultaneamente, o risco de sangramento deve ser avaliado pelo escore HAS-BLED, para identificar pacientes que necessitam de monitorização mais rigorosa ou modificação de fatores de risco. Os Anticoagulantes Orais Diretos (DOACs) são a primeira escolha para a maioria dos pacientes com FA não valvar, superando a varfarina em termos de segurança e conveniência. É crucial que residentes compreendam a aplicação desses escores e as indicações dos diferentes anticoagulantes para otimizar a prevenção de eventos tromboembólicos, minimizando o risco de sangramento. A aspirina, por si só, não é recomendada para a prevenção de AVC na FA devido à sua baixa eficácia e risco de sangramento comparável a anticoagulantes em alguns cenários.
Os componentes são: Insuficiência Cardíaca (1), Hipertensão (1), Idade ≥ 75 anos (2), Diabetes Mellitus (1), AVC/AIT/Tromboembolismo prévio (2), Doença Vascular (1), Idade 65-74 anos (1), Sexo Feminino (1).
Os DOACs são geralmente preferíveis para a maioria dos pacientes com FA não valvar que necessitam de anticoagulação, devido à sua eficácia semelhante ou superior, menor risco de sangramento intracraniano e menor necessidade de monitorização regular do INR.
As contraindicações absolutas incluem sangramento ativo grave, diátese hemorrágica grave, trombocitopenia grave, cirurgia recente com alto risco de sangramento e hemorragia intracraniana recente, exigindo avaliação cuidadosa.
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